segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A menina e a realidade.

Lá estava ela, com pessoas que nunca pensou que estaria, rindo de piadas que nunca pensou que riria, em ruas que nunca havia estado antes. Tudo aquilo era novo para ela, novo, mas não ruim. Ela não entendia nada daquilo, mas gostava.
-Está gostando? - disse uma voz doce, mas irreconhecível.
-Tudo isso me é estranho, mas ao mesmo tempo afável. - respondeu nossa "heroína".
O dia passava voando, ela amava. Aquelas ruas escurecidas pareciam o seu lar. Ela se sentia tão bem em meio àqueles que antes eram "estranhos". O seu mundo mudou, e para melhor. Os sorrisos dissimulados haviam sido deixados para trás. Naquele novo mundo todos a completavam, nada de lágrimas, nada de tristezas.
Então, ela acordou. Ela está aqui agora, ela está sofrendo agora. As pessoas são maldosas, todos riem dela. As ruas são repetitivas, e tudo isso, velho. Ela não se vê mais aqui.
O dia se arrasta, ela sofre. Estas ruas lhe assustam. Ela está deslocada. O seu mundo hoje se enche com sofrimento. Tudo que resta são falsas esperanças. Neste velho mundo ela se sente vazia. Ela se sente real.

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