quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A história do garoto que sabia demais.

Era uma vez, a nenhum tempo atrás, um garoto que era muito, mas muito mesmo, infeliz. Toda infelicidade dele vinha de um simples fato: ele sabia demais. Ele não tinha aquela pequena bênção que muitos têm, a ignorância.
Ele não era  feliz porque diferentemente daquele pequeno neném que estava apenas conhecendo o mundo, ele já sabia o que era um cachorro e um carro (ou au-au e bi-bi, respectivamente), aquilo tudo não era novo para ele, ele já sabia para que aquelas coisas serviam e já até havia cansado-se daquilo.
Ele não era feliz porque não conseguia ter um relacionamento com aquela doce e amável moça cândida. E ele não conseguira porque já sabia que ela não o amava realmente, ele sabia que ela o machucaria, ele não era mais um ignorante que entraria de cabeça naquela relação acreditando que ela o amaria.
Ele não era feliz porque sabia onde o poder era exercido na realidade. Ele sabia que grande parte das pessoas mais poderosas do mundo não passavam de imagens, de "atores" que apenas estavam entretendo o grande público. E mais do que tudo isso, ele sabia que isso não podia ser mudado.
Ele não era feliz porque pensava demais nas coisas. Ele não via uma flor apenas como uma flor, ele não sabia apreciar a simplicidade da flor. Ao ver a flor ele pensava no androceu e no gineceu (isso quando não apelava para a significação poética e de todos os sentidos que a palavra flor pode tomar). Ele pensava demais, ele não sabia apenas aproveitar.
Mas, sabendo tudo isso, ele não era feliz por quê?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Conto de uma garota e de confusão.

Era uma vez uma garota que trabalhava mais do que deveria. Ela tinha escola, curso, aula de música, blog, e amigos, e ela tentava manter tudo isso.
Ela pretendia ser uma ótima aluna, ela tentava fazer todas as lições de casa, ela estudava todos os dias as matérias que havia visto em casa, ela sempre tomava a responsabilidade por trabalhos e até fazia algumas lições extras que os professores sequer pediam.
No curso era a mesma coisa. Chegava em casa e já ia revisar a matéria do curso, que acabava se misturando um pouco com a da escola. Ao fazer a lição do curso ela vivia a misturar com os papéis da escola, e com isso fazia uma confusão.
Nas aulas de música ela não mudava. Tentava ver todos os exercícios que a professora lhe havia passado mas acabava misturando tudo, cantava sobre angiospermas em inglês e acabava por rimar com senos e cossenos.
Chegava a noite e ela resolvia ir escrever em seu blog. Ah, lá ela chegava ao ápice, escrevia sobre uma canção inglesa sobre plantas matemáticas e punha nesta planta seus próprios problemas e essa planta criticava a sociedade. Totalmente compreensível, não?
Por fim vinham os amigos. Mas devido a seus excessivos estudos e trabalhos ela acabou por esquecer-se deles.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Arrumação.

Às vezes é bom arrumar a vida. Precisamos parar e organizar a vida e nossos pensamentos. Nós devemos tirar a poeira que embaça nossa visão de mundo e, só assim, tomarmos nossas decisões.
É útil arrumar a vida, ao sabermos que tudo já está organizado nós mudamos nossos focos aos problemas de verdade. Ao arrumarmos a a vida nós também podemos encontrar uma solução que estava escondida sob a bagunça.
Arrumar a vida é preciso, seja para organizarmos a ordem de nossas obrigações, seja para separarmos os problemas em suas categorias.
A ordem das obrigações é importante, porque se colocarmos algo que temos de fazer frequentemente no fundo da prateleira nós sempre teremos de tirar tudo da frente para conseguirmos alcançar essa tal coisa.
Mas mais importante ainda é a catalogação de problemas. Os problemas devem ser divididos e encaminhados às partes de nossa mente capazes de solucionar esse problema. Um problema emocional não deve ser resolvido pela parte esquerda de nosso cérebro e nem um problema profissional deve ser solucionado pela parte direita de nosso cérebro.
É, viver não é preciso, se organizar é.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Adaptação.

Mudar é legal. Mudanças repentinas não.
É claro que mudar é bom, é sempre bom deixar de lado nossas inibições e começarmos novas coisas, ter novos conceitos do que nos faz bem e também evoluir.
Mas por outro lado mudanças repentinas não são tão boas. Elas costumam nos deixar sem chão e perdemos a nossa base: tudo que era de um jeito agora é de outro e vice-versa.
É por isso que existem as adaptações, os seres vivos sempre se adaptaram a tudo, vide Evolucionismo/Darwinismo, e é por isso que nós também temos essa habilidade de adaptação. Nós podemos levar um tempo para aceitarmos a mudança, mas nós nos adaptaremos.
Por isso, não perca a paciência com mudanças que ocorrem contigo ou não perca a paciência com um amigo que não aceita uma mudança instantaneamente. Há de se adaptar, não importa se isso demorará, mas a adaptação virá.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Promessas de ano novo.

Prometo que em dois mil e onze cumprirei tudo que não cumpri de minha lista de dois mil e dez, e talvez até de outros anos.