Eu vejo tanta gente sendo iludida, eu vejo tantos jovens sofrendo por desilusões que resolvi tentar entender as ilusões.
Pois bem, as ilusões nada mais são que fantasias criadas muitas vezes por nós mesmos. A ilusão é nossa culpa, nós que projetamos tantas esperanças e qualidades em algo e somos nós também que nos destruímos ao descobrirmos a verdade que era encoberta por aquela ideia ilusória.
E então entram as ilusões juvenis. Há quem pense que os jovens são propensos para produzirem ilusões para eles mesmos e para serem iludidos por outros. Mas não é exatamente assim, isso não está nas características dos jovens. Isso só ocorre porque os jovens tem muito futuro à frente deles e, por isso, produzem muitas expectativas e esperanças perante esse futuro. Porém, nem todos sonhos são realizados e, desse modo, muitas ilusões acabam com os jovens, mas isso não é culpa deles, se as pessoas mais velhas também não tivessem se estabelecido ainda, elas também criariam tais projeções.
Mas mesmo com essas falhas das ilusões, é sempre bom criar um sonho ou uma projeção de um mundo melhor para nós, senão tudo ficaria muito sem graça e perderíamos expectativas e esperanças.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Ócio
O ócio não me faz bem, de modo algum. O ócio, o tempo livre me deixam livre ao ponto de ficar perdida. Ao ponto de não fazer nada (vide os treze dias sem escrever). E isso é até irônico, quando tenho tempo de fazer o que eu bem entender eu acabo não o aproveitando.
E não o aproveito por uma sucessão de ocorridos que culminam nesse ócio. Logo de início acordo tarde, não tenho obrigação alguma (a.k.a. Escola) que possa impedir-me. Depois do tardio despertar vem a apatia que ocorre-me enquanto lavo o rosto, escovo os dentes e as demais coisas, apatia essa que custa-me mais algum tempo que poderia muito bem ser precioso. Ótimo, a esse ponto já estou "acordada", mas não entendamos a palavra literalmente, meu corpo, a Sofia física pode até estar acordada. Mas minha mente está em estado de grande desânimo, minha Psique está em sono profundo ainda.
Pois bem, apesar de tudo isso tomo o café-da-manhã (ou pequeno-almoço, como Lucas disse-me), depois disso arrumo meu quarto, escovo novamente os dentes etc. Mas há um adendo. Tudo isso leva um bom dempo, devido a motivos já antes citados, como desânimo e apatia e outros não citados, como a televisão, que atrae-me tanto durante as férias.
Acabado tudo isso já são quase as doze ou treze horas, a essas horas, em um dia "normal", eu já teria voltado da escola (onde haveria estudado e evoluído bem mais que com a televisão) e já estaria prestes a almoçado. Mas em um dia anormal não é bem assim, almoço mais tarde ainda, no mínimo lá para as quinze horas, e, enquanto no dia normal eu talvez já tivesse iniciado minha lição de casa ou teria ido para o meu curso, em um dia anormal eu passo todo esse meio-tempo em puro ócio e nada evoluo.
O tempo ente almoço e janta é preenchido por mais ócio e tempo livre mal usado. Janto então, sem muito ânimo nem vontade. Depois da janta, adivinhe, mais "nada para fazer" e tempo gasto no computador, televisão etc.
Por fim durmo deveras tarde para acordar igualmente tarde e começar tudo de novo.
E não o aproveito por uma sucessão de ocorridos que culminam nesse ócio. Logo de início acordo tarde, não tenho obrigação alguma (a.k.a. Escola) que possa impedir-me. Depois do tardio despertar vem a apatia que ocorre-me enquanto lavo o rosto, escovo os dentes e as demais coisas, apatia essa que custa-me mais algum tempo que poderia muito bem ser precioso. Ótimo, a esse ponto já estou "acordada", mas não entendamos a palavra literalmente, meu corpo, a Sofia física pode até estar acordada. Mas minha mente está em estado de grande desânimo, minha Psique está em sono profundo ainda.
Pois bem, apesar de tudo isso tomo o café-da-manhã (ou pequeno-almoço, como Lucas disse-me), depois disso arrumo meu quarto, escovo novamente os dentes etc. Mas há um adendo. Tudo isso leva um bom dempo, devido a motivos já antes citados, como desânimo e apatia e outros não citados, como a televisão, que atrae-me tanto durante as férias.
Acabado tudo isso já são quase as doze ou treze horas, a essas horas, em um dia "normal", eu já teria voltado da escola (onde haveria estudado e evoluído bem mais que com a televisão) e já estaria prestes a almoçado. Mas em um dia anormal não é bem assim, almoço mais tarde ainda, no mínimo lá para as quinze horas, e, enquanto no dia normal eu talvez já tivesse iniciado minha lição de casa ou teria ido para o meu curso, em um dia anormal eu passo todo esse meio-tempo em puro ócio e nada evoluo.
O tempo ente almoço e janta é preenchido por mais ócio e tempo livre mal usado. Janto então, sem muito ânimo nem vontade. Depois da janta, adivinhe, mais "nada para fazer" e tempo gasto no computador, televisão etc.
Por fim durmo deveras tarde para acordar igualmente tarde e começar tudo de novo.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Imiscível
Por deus, como sofro por ser imiscível. Quem dera ser eu uma daquelas pessoas na multidão, quem dera ter minhas opiniões modeladas por um poder maior, ter as opiniões iguais às de todo o mundo.
Como eu queria ser miscível, me misturar facilmente, não ter essa timidez que impede-me de ser mais uma no grupo deles, quem dera ser mais uma pessoa sem conteúdo, ter uma vida normal, não pensar em qual é minha missão neste mundo, não questionar os sistemas, não questionar a mim mesma.
Eu queria ser assim: normal. Queria acordar, tomar o café-da-manhã, ler o jornal, fingir me importar com as notícias quando não entendo nada, ir ao trabalho, fazer tudo que me mandam, voltar para casa, jantar vendo novela, ficar sabendo das fofocas dos famosos e me importar com isso sim.
Mas não, teimo em não ficar no meio da multidão, teimo em ter opinião própria e em ignorar o poder.
Continuo na teimosia de não me misturar, ficar em meu canto lendo algo ou aparentemente sem fazer nada, mas, no fundo, pensando em tanta coisa que não daria nem tempo de escrever aqui. Teimo em ser diferente, em questionar o mundo, teimo em não seguir o protocolo, teimo em ler os jornais e refletir sobre o que li, teimo em pensar.
É, como eu gosto de ser imiscível.
Como eu queria ser miscível, me misturar facilmente, não ter essa timidez que impede-me de ser mais uma no grupo deles, quem dera ser mais uma pessoa sem conteúdo, ter uma vida normal, não pensar em qual é minha missão neste mundo, não questionar os sistemas, não questionar a mim mesma.
Eu queria ser assim: normal. Queria acordar, tomar o café-da-manhã, ler o jornal, fingir me importar com as notícias quando não entendo nada, ir ao trabalho, fazer tudo que me mandam, voltar para casa, jantar vendo novela, ficar sabendo das fofocas dos famosos e me importar com isso sim.
Mas não, teimo em não ficar no meio da multidão, teimo em ter opinião própria e em ignorar o poder.
Continuo na teimosia de não me misturar, ficar em meu canto lendo algo ou aparentemente sem fazer nada, mas, no fundo, pensando em tanta coisa que não daria nem tempo de escrever aqui. Teimo em ser diferente, em questionar o mundo, teimo em não seguir o protocolo, teimo em ler os jornais e refletir sobre o que li, teimo em pensar.
É, como eu gosto de ser imiscível.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Conto de solidão e ironia.
Então ela refletia.
-A pior coisa de se estar sozinha, é não ter para quem reclamar dessa solidão.
Então ela sofria.
-A pior parte de não ter um amor, é não ter alguém para afagar-me e cuidar desses cortes.
Então ela se perdia.
-A pior parte de pensar tanto nisso, é não dar espaço à emoção.
Então ela se contradizia.
-A pior parte disso é apenas seguir a razão.
Então ela sorria.
-A pior parte de toda essa ironia, é não ter alguém para rir comigo de toda essa situação.
Então ela Sofia.
-A pior coisa de se estar sozinha, é não ter para quem reclamar dessa solidão.
Então ela sofria.
-A pior parte de não ter um amor, é não ter alguém para afagar-me e cuidar desses cortes.
Então ela se perdia.
-A pior parte de pensar tanto nisso, é não dar espaço à emoção.
Então ela se contradizia.
-A pior parte disso é apenas seguir a razão.
Então ela sorria.
-A pior parte de toda essa ironia, é não ter alguém para rir comigo de toda essa situação.
Então ela Sofia.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Cíclico
A vida é cíclica. É sempre igual, repetitiva. Por mais que nasçamos, cresçamos, nos reproduzamos e morramos, ela é constituída de contínuas repetições, e é por isso que é tão cíclica.
Desde pequenos nos deparamos com esses ciclos, são eles o natal, aniversários, férias, anos letivos e até olimpíadas.
Mas esses ciclos, se olhados friamente, deveriam apresentar falhas, afinal, quem é que gosta de coisas repetitivas? Porém, o trunfo desses ciclos é a evolução, por mais que tenhamos natal e aniversário todo ano, nós sempre queremos algo novo ou melhor do que o que ganhamos no último ano. O mesmo vale para anos letivos e olimpíadas. No ano letivo, a matéria é diferente (a não ser que você tenha repetido), alguns professores e colegas costumam mudar e isso pode fazer com que nos interessemos mais. Já nas olimpíadas os atletas também mudam, alguns países tentam ganhar algo que nunca ganharam e, com isso, mudar também.
Em suma, os ciclos só existem e são tolerados devido à boa e velha mudança.
Desde pequenos nos deparamos com esses ciclos, são eles o natal, aniversários, férias, anos letivos e até olimpíadas.
Mas esses ciclos, se olhados friamente, deveriam apresentar falhas, afinal, quem é que gosta de coisas repetitivas? Porém, o trunfo desses ciclos é a evolução, por mais que tenhamos natal e aniversário todo ano, nós sempre queremos algo novo ou melhor do que o que ganhamos no último ano. O mesmo vale para anos letivos e olimpíadas. No ano letivo, a matéria é diferente (a não ser que você tenha repetido), alguns professores e colegas costumam mudar e isso pode fazer com que nos interessemos mais. Já nas olimpíadas os atletas também mudam, alguns países tentam ganhar algo que nunca ganharam e, com isso, mudar também.
Em suma, os ciclos só existem e são tolerados devido à boa e velha mudança.
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