Hoje passei por um lugar que marcava a data de primeiro de março de dois mil e sete. Sei que era um computador que havia tido um problema ou qualquer outra coisa, mas mesmo assim comecei a pensar sobre isso.
Eu sei, primeiro de março de dois mil e sete já se foi há mil quinhentos e vinte e cinco dias atrás, mas o que me importa não é o tempo, e sim o dia. O que eu era em primeiro de março de dois mil e sete? O que eu sentia em primeiro de março de dois mil e sete? Onde eu estava em primeiro de março de dois mil e sete? Quem era você em primeiro de março de dois mil e sete?
Eu sei, foi há quatro anos, mas me parece bem mais. Primeiro de março de dois mil e sete era outra vida para mim, outro mundo. A Sofia de hoje estaria naquela de primeiro de março de dois mil e sete? E aquela Sofia, subsiste em mim ainda hoje?
Eu não sei, só queria saber se eu poderia ter feito algo em primeiro de março de dois mil e sete para mudar tudo, se o mundo poderia ser diferente se eu fosse diferente naquele dia.
Eu não sei, nem nunca saberei.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
O problema é meu.
Existem problemas. Existem problemas matemáticos, problemas psicológicos, problemas físicos e também problemas filosóficos. Existem probleminhas, problemas comuns e problemões. Mas o grande problema é que existem problemas sempre. E eles continuarão a existir.
E é simples assim, o problema é meu, seu e nosso. Ele está por todas as partes, pode reparar, sempre temos problemas, o tempo todo. Por mais que solucionemos um, outros dez vem logo em seguida, podem não ser tão grandes ou intensos como o anterior, mas ainda assim são problemáticos.
E é sempre assim, os problemas nunca acabam. Nós nunca vamos dormir calmos, nunca a nossa cabeça está vazia, sem preocupação alguma. E parece que é pra ser assim, parece que não podemos pensar direito, que sempre temos de estar ocupados.
Em suma, problemas são problemáticos, e se não gostaram do texto, o problema é meu se tenho problemas com esse tipo de assunto.
E é simples assim, o problema é meu, seu e nosso. Ele está por todas as partes, pode reparar, sempre temos problemas, o tempo todo. Por mais que solucionemos um, outros dez vem logo em seguida, podem não ser tão grandes ou intensos como o anterior, mas ainda assim são problemáticos.
E é sempre assim, os problemas nunca acabam. Nós nunca vamos dormir calmos, nunca a nossa cabeça está vazia, sem preocupação alguma. E parece que é pra ser assim, parece que não podemos pensar direito, que sempre temos de estar ocupados.
Em suma, problemas são problemáticos, e se não gostaram do texto, o problema é meu se tenho problemas com esse tipo de assunto.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
A menina e a rotina.
Essa é a história de uma menina que todos os dias fazia tudo igual. Ela acordava, escovava os dentes, saía de casa, ia para a escola e para o curso, dentre outras coisas.
Mas em um dia, tudo mudou, - ou pareceu mudar - ela já havia ido dormir com a sensação de que o dia seguinte seria um dia diferente e que faria com que ele valesse a pena. Foi então que acordou com um senso crítico do tamanho do mundo. Ao levantar-se, perguntou por que tinha de sempre ser naquele horário, por que não haveria de acordar um pouco mais tarde e ter horas a mais de descanso, ou acordar mais cedo para aproveitar melhor o dia. Depois foi ao banheiro, escovou os dentes, dessa vez sem tanta crítica, a higiene bucal é coisa séria e sem muitas falhas na sociedade de hoje. Depois vestiu-se com o uniforme da escola, tentando entender o porquê de ter de vestir-se igual a todos. Era para que fossem etiquetados? Ou não queriam que alguém se destacasse, não queriam uma liderança que chamasse a atenção? Não conseguiu uma resposta clara, apenas vestiu-se como fazia todos os dias.
Desceu as escadas em direção à cozinha, ia tomar o café-da-manhã, e, seguindo a regra do dia, questionou o seu lanche. Por que pão em lugar de cereal? Por que ela tinha algo para comer e pessoas na rua não? O que os diferenciava? Não eram ambos humanos? Por fim engoliu o pão, ainda a indagar.
Foi à escola pelo caminho de sempre, mas curiosa quanto aos outros caminhos. Aonde levariam? Haveria um atalho para a escola? Algum daqueles caminhos a levaria para um outro lugar, um lugar livre daquelas preocupações e, sobretudo, livre daquelas perguntas?
Minutos depois chegou à escola, cumprimentou seus amigos e não amigos e foi para a classe. Por que aula de física? Ela preferia uma aula de algo mais humano, como filosofia ou algo no tipo. Mas não, teria de ver física e depois química, não porque queria, mas porque devia. Encarou as aulas com muito desânimo e com ainda mais reprovação. Foi ao intervalo, mas estava cansada dele às nove e trinta, adoraria um intervalo que começasse mais tarde, e de preferência com uma duração maior, apenas por aquele dia, em outros ele podia até ser extinguido, nesse caso apenas quando a aula estivesse boa e ela quisesse prolongar o assunto. Todavia, as coisas não são do jeito que nós queremos, e ela teve de lidar com o intervalo rotineiro. Depois dele foi mais do mesmo. Até que chegou a hora da saída, aqui não havia muito o que se criticar, apenas o mesmo do intervalo, poderia ser liberada mais cedo algumas vezes e noutras preferia ficar pelo resto do dia na escola. Foi para casa, almoçou, querendo saber porque era isto e não aquilo, como sempre.
Chegou a hora de seu curso de inglês. Nesse dia, como já era rotineiro, não estava disposta a ir com o de sempre, só por hoje ela queria ter aula de outra língua, queria ter aula de francês. Mas não podia, estava presa a um protocolo. Pelo menos routine vale tanto para o inglês quanto para a língua francesa.
A tarde começava a se despedir e dar lugar à noite quando ela chegou em casa. Estava cansada mas não parava. Foi fazer lição, contra sua vontade, queria sim escrever, mas não sobre Getúlio Vargas, queria fazer um ensaio, uma crítica sobre toda sua rotina, mas não o fez.
Jantou com a mesma crítica do café-da-manhã e do almoço. Satisfeita, escovou os dentes e foi dormir, com um gosto de satisfação na boca. Ela não havia reparado em quanto havia mudado naquele rotineiro dia. Amanhã seria um dia diferente, e ela o faria valer.
Mas em um dia, tudo mudou, - ou pareceu mudar - ela já havia ido dormir com a sensação de que o dia seguinte seria um dia diferente e que faria com que ele valesse a pena. Foi então que acordou com um senso crítico do tamanho do mundo. Ao levantar-se, perguntou por que tinha de sempre ser naquele horário, por que não haveria de acordar um pouco mais tarde e ter horas a mais de descanso, ou acordar mais cedo para aproveitar melhor o dia. Depois foi ao banheiro, escovou os dentes, dessa vez sem tanta crítica, a higiene bucal é coisa séria e sem muitas falhas na sociedade de hoje. Depois vestiu-se com o uniforme da escola, tentando entender o porquê de ter de vestir-se igual a todos. Era para que fossem etiquetados? Ou não queriam que alguém se destacasse, não queriam uma liderança que chamasse a atenção? Não conseguiu uma resposta clara, apenas vestiu-se como fazia todos os dias.
Desceu as escadas em direção à cozinha, ia tomar o café-da-manhã, e, seguindo a regra do dia, questionou o seu lanche. Por que pão em lugar de cereal? Por que ela tinha algo para comer e pessoas na rua não? O que os diferenciava? Não eram ambos humanos? Por fim engoliu o pão, ainda a indagar.
Foi à escola pelo caminho de sempre, mas curiosa quanto aos outros caminhos. Aonde levariam? Haveria um atalho para a escola? Algum daqueles caminhos a levaria para um outro lugar, um lugar livre daquelas preocupações e, sobretudo, livre daquelas perguntas?
Minutos depois chegou à escola, cumprimentou seus amigos e não amigos e foi para a classe. Por que aula de física? Ela preferia uma aula de algo mais humano, como filosofia ou algo no tipo. Mas não, teria de ver física e depois química, não porque queria, mas porque devia. Encarou as aulas com muito desânimo e com ainda mais reprovação. Foi ao intervalo, mas estava cansada dele às nove e trinta, adoraria um intervalo que começasse mais tarde, e de preferência com uma duração maior, apenas por aquele dia, em outros ele podia até ser extinguido, nesse caso apenas quando a aula estivesse boa e ela quisesse prolongar o assunto. Todavia, as coisas não são do jeito que nós queremos, e ela teve de lidar com o intervalo rotineiro. Depois dele foi mais do mesmo. Até que chegou a hora da saída, aqui não havia muito o que se criticar, apenas o mesmo do intervalo, poderia ser liberada mais cedo algumas vezes e noutras preferia ficar pelo resto do dia na escola. Foi para casa, almoçou, querendo saber porque era isto e não aquilo, como sempre.
Chegou a hora de seu curso de inglês. Nesse dia, como já era rotineiro, não estava disposta a ir com o de sempre, só por hoje ela queria ter aula de outra língua, queria ter aula de francês. Mas não podia, estava presa a um protocolo. Pelo menos routine vale tanto para o inglês quanto para a língua francesa.
A tarde começava a se despedir e dar lugar à noite quando ela chegou em casa. Estava cansada mas não parava. Foi fazer lição, contra sua vontade, queria sim escrever, mas não sobre Getúlio Vargas, queria fazer um ensaio, uma crítica sobre toda sua rotina, mas não o fez.
Jantou com a mesma crítica do café-da-manhã e do almoço. Satisfeita, escovou os dentes e foi dormir, com um gosto de satisfação na boca. Ela não havia reparado em quanto havia mudado naquele rotineiro dia. Amanhã seria um dia diferente, e ela o faria valer.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Ensaio sobre o álcool.
O álcool, que vem do árabe al-kohul, é um composto orgânico que apresenta em sua estrutura uma ou mais hidroxilas ligadas a carbonos saturados.
Certo, a partir disso pode-se entender o que é um álcool. Mas não é disso que eu quero tratar neste texto. Eu quero tratar de meu asco pelo álcool. Antes de tudo, que fique claro que vou criticar um álcool em particular, o nosso querido etanol. Não por causa de seu contínuo aumento de preço nos postos do Brasil, nada disso, vou criticá-lo enquanto parte integrante de bebidas alcoólicas.
Assim, pode concluir-se que minha crítica volta-se às bebidas alcoólicas. Portanto, vou aos argumentos. Tenho apenas dois motivos para não gostar do álcool, mas são suficientes para um quase ódio.
O primeiro motivo é apenas um capricho, literalmente um gosto. Simplesmente não gosto do sabor do álcool, tomei apenas para experimentar e naquelas balas de licor. Detestei em ambas as ocasiões.
A segunda razão não está no álcool em si, está no que ele causa nas pessoas. Eu realmente odeio pessoas bêbadas. Ao beber as pessoas ficam completamente idiotas, e, como é de conhecimento de alguns, não gosto da idiotia, sobretudo da proposital. E visto que a pessoa tomou o álcool por conta própria ela tinha consciência do que fazia e, assim, caracteriza-se uma idiotia proposital. Outra coisa que me dá desgosto do álcool, ainda no assunto dos efeitos físicos e psicológicos que ele inflige na pessoa que o ingere em demasia, são os acidentes decorrentes da falta de consciência que há no alcoolizado. Entristece-me bastante ver tantas pessoas perdendo suas vidas por culpa de outras que, por terem exagerado na ingestão de bebidas alcoólicas, acabaram tendo seus sentidos e coordenação motora debilitados.
Por fim, quero dizer que não desgosto das pessoas que bebem álcool, sei que é um gosto e o respeito. Apenas espero que tenham consciência e que não exagerem ao beber.
Certo, a partir disso pode-se entender o que é um álcool. Mas não é disso que eu quero tratar neste texto. Eu quero tratar de meu asco pelo álcool. Antes de tudo, que fique claro que vou criticar um álcool em particular, o nosso querido etanol. Não por causa de seu contínuo aumento de preço nos postos do Brasil, nada disso, vou criticá-lo enquanto parte integrante de bebidas alcoólicas.
Assim, pode concluir-se que minha crítica volta-se às bebidas alcoólicas. Portanto, vou aos argumentos. Tenho apenas dois motivos para não gostar do álcool, mas são suficientes para um quase ódio.
O primeiro motivo é apenas um capricho, literalmente um gosto. Simplesmente não gosto do sabor do álcool, tomei apenas para experimentar e naquelas balas de licor. Detestei em ambas as ocasiões.
A segunda razão não está no álcool em si, está no que ele causa nas pessoas. Eu realmente odeio pessoas bêbadas. Ao beber as pessoas ficam completamente idiotas, e, como é de conhecimento de alguns, não gosto da idiotia, sobretudo da proposital. E visto que a pessoa tomou o álcool por conta própria ela tinha consciência do que fazia e, assim, caracteriza-se uma idiotia proposital. Outra coisa que me dá desgosto do álcool, ainda no assunto dos efeitos físicos e psicológicos que ele inflige na pessoa que o ingere em demasia, são os acidentes decorrentes da falta de consciência que há no alcoolizado. Entristece-me bastante ver tantas pessoas perdendo suas vidas por culpa de outras que, por terem exagerado na ingestão de bebidas alcoólicas, acabaram tendo seus sentidos e coordenação motora debilitados.
Por fim, quero dizer que não desgosto das pessoas que bebem álcool, sei que é um gosto e o respeito. Apenas espero que tenham consciência e que não exagerem ao beber.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Eu não morri.
Título auto-explicativo. Mas apenas queria deixar bem claro que não, eu não morri, apenas tive de me distanciar dos meus ensaios e contos para dar maior atenção a outras coisas diversas, tais como escola, algo parecido com uma vida social, curso e mais escola. Porém, agora vem a boa notícia: estou com um certo tempo livre novamente e, depois desse exílio, prometo-lhes que voltei com ainda mais ânsia de escrever e, também nesse exílio, consegui coisas para criticar.
Eu não morri, apenas me exilei por um tempo. E eu juro que fez bem, abre a mente, faz com que se esqueça do mundo real, dá outras visões de mundo. É bom viver um pouco, ser a arte, e não escrevê-la, e, depois de tudo, poder escrever sobre tudo que se viveu.
Eu não morri, apenas me exilei por um tempo. E eu juro que fez bem, abre a mente, faz com que se esqueça do mundo real, dá outras visões de mundo. É bom viver um pouco, ser a arte, e não escrevê-la, e, depois de tudo, poder escrever sobre tudo que se viveu.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
O homem.
Odeio o homem, honestamente. Não a um homem em particular, nem aos indivíduos do sexo masculino, não. Odeio o homem no sentido de humanidade, odeio o ser humano, e esse não é um pensamento misantropo, longe disso, adoro a presença de humanos, e gosto de alguns, mas odeio o ser humano.
Pois bem, odeio o homem porque ele é tão desenvolvido. Odeio a maneira como ele se desenvolveu, odeio todo esse intelecto que o homem tem.
O homem se desenvolveu tanto mas acabou se tornando um ser passional, e paixões, sentimentos e derivados nunca são bons. A partir daquele conceito de razão versus emoção, é fácil concluir que quando se tem emoção demais a razão acaba faltando. E sem razão não se vai a lugar algum.
Sendo assim, o homem deve sim ter emoções, porque alguém sem emoções é alguém completamente infeliz e, por vezes, alguém sem compaixão. Porém, o homem não pode ser apenas sentimental, ele precisa saber o limite do seu sentimentalismo.
Pois bem, odeio o homem porque ele é tão desenvolvido. Odeio a maneira como ele se desenvolveu, odeio todo esse intelecto que o homem tem.
O homem se desenvolveu tanto mas acabou se tornando um ser passional, e paixões, sentimentos e derivados nunca são bons. A partir daquele conceito de razão versus emoção, é fácil concluir que quando se tem emoção demais a razão acaba faltando. E sem razão não se vai a lugar algum.
Sendo assim, o homem deve sim ter emoções, porque alguém sem emoções é alguém completamente infeliz e, por vezes, alguém sem compaixão. Porém, o homem não pode ser apenas sentimental, ele precisa saber o limite do seu sentimentalismo.
quinta-feira, 31 de março de 2011
A menina em lágrimas.
Havia cá perto, pelas ruas de minha querida Curitiba, uma garota que sempre estava a chorar. Essa é a história dessa garota.
Todos os dias ela andava pela cidade, vestia-se bem, era bonita e tinha por volta de quinze anos de idade. Diziam até que vinha de família nobre, mas eram apenas boatos curitibanos. Como já disse, era bonita. Tinha cabelos negros e a pele pálida, para coroar sua beleza, um par de olhos esmeraldinos. Os seus cabelos cor de ébano iam até os ombros e ela tinha uma delicada franja que emoldurava seu rosto, eles contrastavam com a sua ebúrnea pele. Ela era magra, sem exagerar, e seus traços também eram finos, ela era uma garota lânguida por natureza. Não era alta, nem baixa. Em suma, ela era linda.
Mas não chamava atenção dos outros graças à sua beleza. Ela chamava atenção por sua melancolia. Por todas ruas que passava, estava sempre a chorar. No verão e no inverno, sempre a chorar. Durante a chuva suas lágrimas misturavam-se com as gotas que caíam.
Os tempos foram passando e as pessoas passaram a notar a tristeza da menina. Alguns se preocupavam com ela, outros diziam que era sentimental demais, que estava apenas a fazer um drama. Mas, gostando ou não, as pessoas passaram a percebê-la.
Mas um garoto a notava especialmente. Ele fazia parte do grupo que tinha dó da moça, e se preocupava de uma maneira única porque, diferente dos outros, ele queria saber o porquê do choro da garota. Ele sabia que era algo realmente sério, se estava disposto a descobrir.
Certo dia, o rapaz foi atrás da chorosa garota, encontrou-a a chorar sentada no gramado, em meio ao Parque Barigüi. Aproximou-se dela e disse.
- Oi, espero não estar te incomodando, é que eu tenho te observado há um tempo e...
- Saia daqui, por favor. - repeliu a garota.
- Não, é que eu queria saber...
- Por favor, suma da minha frente, eu sei que você é só mais um daqueles que vêm aqui zombar de mim e chamar-me de chorona .
- Não, você entendeu tudo errado, eu não gosto daqueles idiotas, fico triste quando lhe fazem essas coisas, de verdade.
- É, vendo direito você não parece um mau garoto, o que quer então? Veio cuidar de mim? Saiba que estou bem assim, não preciso disso.
- Não, não estou aqui para cuidar de ti ou salvar tua vida. Queria apenas saber por que chora tanto.
E ela lhe respondeu, era algo sobre o porquê de estarmos aqui, aonde vamos e de onde viemos. Todas essas perguntas profundas que todo mundo quer saber a resposta mas ninguém sabe explicar. E hoje em dia eu nunca mais a vejo, mas há um rapazinho que chora tanto, e dele tenho tanto dó.
terça-feira, 29 de março de 2011
Primeiro Manifesto Consumista.
Dinheiro é importante. Importantíssimo. Ao menos em nossa sociedade atual, em nossa sociedade capitalista.
Pois é, aqueles pedaços de papel pintados de verde podem influenciar muito as pessoas, muito mesmo. Mas os pedaços de papel são úteis. O dinheiro pode trazer a felicidade, mesmo alguns discordando disso.
Ou melhor, o dinheiro não traz a felicidade, ele traz coisas que, por sua vez, causam a felicidade. Exemplifiquemos isso tudo: eu, por exemplo, gosto demais de ler, e de moda. Com dinheiro eu poderia comprar todos os livros e todas roupas que eu quisesse, com isso eu ficaria bastante feliz. Agora vem o segundo exemplo. Um rapaz adora video-game, adora mesmo. Se o rapaz tivesse dinheiro infinito, ele poderia comprar todos jogos do mundo, assim, ele seria feliz. O que é evidente em todos casos é que o dinheiro traz a felicidade, mesmo que indiretamente. Portanto, dinheiro é igual a felicidade. isso, se tomarmos em consideração o mundo em que vivemos, a nossa sociedade capitalista. Se dinheiro é felicidade em outro caso é problema a ser resolvido e discutido pelas pessoas das outras dimensões.
Pois é, aqueles pedaços de papel pintados de verde podem influenciar muito as pessoas, muito mesmo. Mas os pedaços de papel são úteis. O dinheiro pode trazer a felicidade, mesmo alguns discordando disso.
Ou melhor, o dinheiro não traz a felicidade, ele traz coisas que, por sua vez, causam a felicidade. Exemplifiquemos isso tudo: eu, por exemplo, gosto demais de ler, e de moda. Com dinheiro eu poderia comprar todos os livros e todas roupas que eu quisesse, com isso eu ficaria bastante feliz. Agora vem o segundo exemplo. Um rapaz adora video-game, adora mesmo. Se o rapaz tivesse dinheiro infinito, ele poderia comprar todos jogos do mundo, assim, ele seria feliz. O que é evidente em todos casos é que o dinheiro traz a felicidade, mesmo que indiretamente. Portanto, dinheiro é igual a felicidade. isso, se tomarmos em consideração o mundo em que vivemos, a nossa sociedade capitalista. Se dinheiro é felicidade em outro caso é problema a ser resolvido e discutido pelas pessoas das outras dimensões.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Escrevendo.
Como eu adoro escrever. Escrever e ignorar o mundo ao meu redor. Escrever um conto-de-fadas tão perfeito que me faça esquecer de todos finais infelizes que tive. Escrever um romance realista, que por mais que tenha um mundo miserável, acaba mudando, e alguns tem um final feliz, dentro das possibilidades, é claro. Amo escrever e fingir que meu mundo não existe. Olhar para o papel e fingir que fora dele não há apenas sofrimento.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Especial.
Ele não é especial. Não, nem um pouco. As pessoas não olham para ele de uma maneira diferente. Não, ninguém tem orgulho dele, ninguém o vê como um exemplo.
Ele é só mais um. Um garoto qualquer, aliás, qualquer garoto poderia ficar no lugar dele, ninguém notaria a diferença. Não, ele não é especial. Não é mais inteligente que os outros, nem mais bonito ou mais engraçado. Fica apenas na média.
Ele não é especial. Se hoje morresse, até seria notado, mas apenas por dois ou três dias. Depois só lembrariam dele em seus aniversários, de nascimento e de morte, e só.
Ele não é especial.
Ele é só mais um. Um garoto qualquer, aliás, qualquer garoto poderia ficar no lugar dele, ninguém notaria a diferença. Não, ele não é especial. Não é mais inteligente que os outros, nem mais bonito ou mais engraçado. Fica apenas na média.
Ele não é especial. Se hoje morresse, até seria notado, mas apenas por dois ou três dias. Depois só lembrariam dele em seus aniversários, de nascimento e de morte, e só.
Ele não é especial.
terça-feira, 22 de março de 2011
Desperdício.
Disseram-me que a juventude está perdida. Comecei então a divagar se o que ela está a fazer é incorreto. Cheguei à conclusão de que ela está meramente tentando ser feliz, encontrar-se, divertir-se nessa procura.
Pois bem, se isso é a perdição, não sei o que é a salvação. Não que a juventude seja detentora da verdade suprema, não, nada disso. Mas apenas não sei como pode-se dizer que um outro está perdido, se você não é ou faz parte desse outro, você não pode afirmar que ele está perdido, e mais do que isso, ninguém pode afirmar que algo é desperdício de tempo, dinheiro ou qualquer outra coisa.
Isso mesmo, nada está perdido, nada é uma perda de tempo e desperdícios não existem. Ao mesmo tempo que aquele engenheiro acha que o que aquele jovem aspirante a músico está fazendo é um desperdício de tempo, energia e, por vezes, dinheiro, o jovem pode achar a mesma coisa do que o engenheiro está fazendo. E, adivinhem só, ambos estarão errados. Isso porque o jovem, segundo ele mesmo, não está desperdiçando seu tempo, e nem o engenheiro está desperdiçando seu tempo, na sua própria opinião.
Desse modo, se a pessoa sente-se bem fazendo aquilo, se ela o faz com alegria e é responsável por tudo que pode vir a fazer, ela não está perdendo tempo. Desperdícios não existem, exceto o de água. Eis tudo.
Pois bem, se isso é a perdição, não sei o que é a salvação. Não que a juventude seja detentora da verdade suprema, não, nada disso. Mas apenas não sei como pode-se dizer que um outro está perdido, se você não é ou faz parte desse outro, você não pode afirmar que ele está perdido, e mais do que isso, ninguém pode afirmar que algo é desperdício de tempo, dinheiro ou qualquer outra coisa.
Isso mesmo, nada está perdido, nada é uma perda de tempo e desperdícios não existem. Ao mesmo tempo que aquele engenheiro acha que o que aquele jovem aspirante a músico está fazendo é um desperdício de tempo, energia e, por vezes, dinheiro, o jovem pode achar a mesma coisa do que o engenheiro está fazendo. E, adivinhem só, ambos estarão errados. Isso porque o jovem, segundo ele mesmo, não está desperdiçando seu tempo, e nem o engenheiro está desperdiçando seu tempo, na sua própria opinião.
Desse modo, se a pessoa sente-se bem fazendo aquilo, se ela o faz com alegria e é responsável por tudo que pode vir a fazer, ela não está perdendo tempo. Desperdícios não existem, exceto o de água. Eis tudo.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Preferências.
Outrora eu estava a ouvir a conversa de outras pessoas por aí. Muitos diálogos eram interessantes, e outros até comprometedores. Mas em meio a tantas palavras, algumas se destacaram e me inspiraram para que eu fizesse essa postagem.
"Por que pintou o cabelo, amiga?" "Ah, é que eles preferem as loiras." Foram essas as tais falas, foi isso que inflamou-me. Ao ouvir isso, comecei a divagar e questionar as preferências, principalmente no âmbito dos relacionamentos. Uma das minhas primeiras conclusões foi a seguinte: "Ótímo, eles preferem as loiras, mas com quantos homens você casará?". A partir disso, comecei a formular umas ideias. Dentre elas, destaca-se a que segue: "Ele deve preferir você, apenas isso." Simples, porém palpável, você não precisa se moldar de acordo com as preferências da maioria, você precisa ser apenas a preferência do seu preferido.
Mas, justo quando essa ideia começava a fortalecer-se, pensei de outro modo. A próxima ideia foi desbravadora. "Preferências existem apenas para a mente." E essa é bem verdade, já vi casos de homens que preferiam morenas que se apaixonaram perdidamente por uma loira, e vice-versa.
Portanto, estão aí várias ideias sobre o assunto, escolha a que preferir.
"Por que pintou o cabelo, amiga?" "Ah, é que eles preferem as loiras." Foram essas as tais falas, foi isso que inflamou-me. Ao ouvir isso, comecei a divagar e questionar as preferências, principalmente no âmbito dos relacionamentos. Uma das minhas primeiras conclusões foi a seguinte: "Ótímo, eles preferem as loiras, mas com quantos homens você casará?". A partir disso, comecei a formular umas ideias. Dentre elas, destaca-se a que segue: "Ele deve preferir você, apenas isso." Simples, porém palpável, você não precisa se moldar de acordo com as preferências da maioria, você precisa ser apenas a preferência do seu preferido.
Mas, justo quando essa ideia começava a fortalecer-se, pensei de outro modo. A próxima ideia foi desbravadora. "Preferências existem apenas para a mente." E essa é bem verdade, já vi casos de homens que preferiam morenas que se apaixonaram perdidamente por uma loira, e vice-versa.
Portanto, estão aí várias ideias sobre o assunto, escolha a que preferir.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Apresentações
— Prazer, eu sou Sofia. Sou uma garota que tenta ser estudiosa, e que sempre é pensativa e questionadora. Não, não sigo tendências juvenis da atualidade, mas não as desprezo, prefiro ignorar. Não sou "descolada", não, nem um pouquinho. Gosto de poesia, e também de biologia, não que as duas tenham algo em comum, apenas gosto e resolvi colocá-las lado a lado porque gosto disso também, de fazer coisas sem muita explicação. Gosto de escrever, não sonho em ser uma escritora, mas não negaria tal profissão. Sou destra e amo massas, talvez por minha ascendência italiana. Gosto de música, de música boa, é claro. Odeio falta de educação, também desgosto de ignorância proposital, e muito menos gosto do cheiro de gasolina. Sou de Touro, entenda isso como quiser. Falo português, inglês e espanhol, adoraria saber falar também francês. Ah, e você nem precisa se apresentar, eu sei bem quem é. Você é apenas tudo que sempre sonhei.
quarta-feira, 9 de março de 2011
O tempo e as mudanças.
O tempo fascina-me, o tempo fascina-me demais. Fascina-me por muitos motivos, alguns eu já citei antes e já dissertei sobre, outros ainda serão por mim lembrados e também serão dissecados. Em cima disso, hoje disserto sobre as mudanças que o tempo pode ou não sofrer.
Tudo muda, tudo mudou, tudo mudará, tudo está mudado, tudo mudaria, tudo mudara, tudo está mudando.
Mas o tempo teima em não mudar, o tempo é sempre o mesmo, seja na era vitoriana ou hoje à tarde. Na era vitoriana um segundo era um intervalo de tempo. Hoje à tarde um segundo é um intervalo de tempo igual ao da era vitoriana. O tempo não mudou, ao menos cronológicamente.
Mas o tempo há de mudar, o tempo nem sempre será o mesmo, na era vitoriana era de um jeito, hoje à tarde será diferente. Durante a era vitoriana vestidos extravagantes eram comuns, assim como os corsets, mas eu duvido que hoje à tarde alguém encontre uma pessoa vestindo um vestido volumoso ou um corset. O tempo mudou, ao menos culturalmente.
O tempo é diferente e ao mesmo tempo não é. Quando Camões escreveu Os Lusíadas, ele escreveu sobre um tempo de Portugal, um tempo de conquistas e vitórias. Já quando Fernando Pessoa escreveu Mensagem, ele escreveu sobre um tempo diferente, sobre a espera pelo Quinto Império. Mas ao mesmo tempo que os tempos culturais são diferentes o tempo cronológico era o mesmo. Se Pessoa levou dez minutos para escrever uma estrofe e Camões também levou dez minutos para escrever uma estrofe, esse tempo cronológico possui a mesma medida, sendo portanto, igual.
O tempo é igual e ao mesmo tempo não é.
Tudo muda, tudo mudou, tudo mudará, tudo está mudado, tudo mudaria, tudo mudara, tudo está mudando.
Mas o tempo teima em não mudar, o tempo é sempre o mesmo, seja na era vitoriana ou hoje à tarde. Na era vitoriana um segundo era um intervalo de tempo. Hoje à tarde um segundo é um intervalo de tempo igual ao da era vitoriana. O tempo não mudou, ao menos cronológicamente.
Mas o tempo há de mudar, o tempo nem sempre será o mesmo, na era vitoriana era de um jeito, hoje à tarde será diferente. Durante a era vitoriana vestidos extravagantes eram comuns, assim como os corsets, mas eu duvido que hoje à tarde alguém encontre uma pessoa vestindo um vestido volumoso ou um corset. O tempo mudou, ao menos culturalmente.
O tempo é diferente e ao mesmo tempo não é. Quando Camões escreveu Os Lusíadas, ele escreveu sobre um tempo de Portugal, um tempo de conquistas e vitórias. Já quando Fernando Pessoa escreveu Mensagem, ele escreveu sobre um tempo diferente, sobre a espera pelo Quinto Império. Mas ao mesmo tempo que os tempos culturais são diferentes o tempo cronológico era o mesmo. Se Pessoa levou dez minutos para escrever uma estrofe e Camões também levou dez minutos para escrever uma estrofe, esse tempo cronológico possui a mesma medida, sendo portanto, igual.
O tempo é igual e ao mesmo tempo não é.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Dinheiro é tempo.
Dinheiro é tempo, simples assim. Embora a sentença anterior seja um pouco óbvia devido ao jogo de palavras com o velho ditado "Tempo é dinheiro", argumentarei.
Pois bem, dinheiro é tempo porque quando tem-se dinheiro, sobra-nos tempo para fazer as demais coisas. Exemplificarei isso com uma situação completamente imaginária e ideal: eu sou uma bilionária — ótimo, alguns bilhões no banco não fazem mal a ninguém — e, sendo eu uma bilionária, não preciso trabalhar. Não tendo de trabalhar, resta-me um montante de tempo para ser usado como eu bem entender, posso dedicar-me às artes, ciências e ao mundo que quiser. Simples assim.
Desse modo, dinheiro é tempo, tempo é dinheiro e dinheiro gera mais dinheiro. Se você tiver muito dinheiro — e consequentemente muito tempo livre — você poderá produzir ainda mais dinheiro.
Ou seja, com base nessas minhas infantis e infundadas teorias, fique rico para gerar ainda mais riqueza e ser rico e feliz eternamente, ou algo do gênero.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Um filme
Estava assistindo a um filme ficcional, desses inspirados em livros e coisa e tal. O tal longa-metragem era demasiadamente fictício, com diversas figuras daquelas que conhecemos dos contos de fadas. Desde parentes distantes de Nosferatu até licantropos não tão assustadores.
Porém, achei a produção cinematográfica de certo modo absurda, não devido aos lobisomens e vampiros. E sim graças a outra coisa que estava presente no filme e que, para mim, já tornou-se mais parte da imaginação coletiva que da realidade. O filme na verdade era absurdo graças ao amor verdadeiro, coisa que hoje em dia não passa de ficção.
Porém, achei a produção cinematográfica de certo modo absurda, não devido aos lobisomens e vampiros. E sim graças a outra coisa que estava presente no filme e que, para mim, já tornou-se mais parte da imaginação coletiva que da realidade. O filme na verdade era absurdo graças ao amor verdadeiro, coisa que hoje em dia não passa de ficção.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Um conto odioso.
Ela estava quieta, calma. Pouco importava-se com o que os outros estavam fazendo ou sobre o que estavam reclamando. Mas apesar de toda impassibilidade e ignorância dela perante a todos, eles insistiam com o ódio e a reclamação.
— Porra, essa professora só passa lição. — diziam, como se a tal lição fosse de total inutilidade.
— É. Essa véia de merda parece que não sabe que a gente tem vida.
E ela continuava a viver a sua própria vida, deixando os tolos e infundados xingamentos de lado. Deixando todos aqueles jovens que, apesar da idade, estavam mais para semi-crianças que para semi-adultos. Mas apesar dela fingir que eles não estavam lá, eles pareciam querer que ela os notasse, eles falariam todos os absurdos que fossem necessários para isso acontecer. E nessa empreitada rumo à atenção da jovem, prosseguiam.
Alguns comentários de um professor sobre um famoso qualquer desencadearam mais algumas bobagens como essa:
— Pelo menos ele 'tá na tevê, e não dando aula de música nessa bosta de escola. — diziam entre si os importantíssimos infantes, sem sequer notar que faziam parte da escola que fora ofendida.
E as idiotices continuavam, coisas do nível de um ter dado um mero unfollow no outro no igualmente inútil twitter causavam imenso ódio de um para com o outro, ao ponto de cortar relações e coisas do tipo.
Mas o estopim veio quando dois dos maduros alunos começaram a discutir, e até quase se agrediram, por conta de uma carteira. Não uma carteira com dinheiro, documentos e cartão de crédito, nada disso. Apenas uma carteira daquelas na qual usamos para estudar, onde sentamos e colocamos nossos cadernos e canetas. Apenas porque essa tal carteira se localizava no fundo da sala e, para serem mais descolados, ambos queriam a tal carteira. E toda essa infantilidade ocorreu durante uma aula de filosofia que a garota estava achando deveras interessante e estava super animada com o assunto.
Foi aí que ela cansou de toda a bondade, perdeu a compostura e virou para os dois infantiloides.
— Caralho, vocês são muito idiotas! Que ódio, brigar tanto assim pela porra de uma cadeira! Puta que pariu, e eu ainda tenho que aguentar retardados como vocês.
E todos calaram-se e, a partir daquele momento, começaram a pensar duas vezes antes de criar um ódio sem fundamento, porque o ódio sem base pode criar ódio com base.
— Porra, essa professora só passa lição. — diziam, como se a tal lição fosse de total inutilidade.
— É. Essa véia de merda parece que não sabe que a gente tem vida.
E ela continuava a viver a sua própria vida, deixando os tolos e infundados xingamentos de lado. Deixando todos aqueles jovens que, apesar da idade, estavam mais para semi-crianças que para semi-adultos. Mas apesar dela fingir que eles não estavam lá, eles pareciam querer que ela os notasse, eles falariam todos os absurdos que fossem necessários para isso acontecer. E nessa empreitada rumo à atenção da jovem, prosseguiam.
Alguns comentários de um professor sobre um famoso qualquer desencadearam mais algumas bobagens como essa:
— Pelo menos ele 'tá na tevê, e não dando aula de música nessa bosta de escola. — diziam entre si os importantíssimos infantes, sem sequer notar que faziam parte da escola que fora ofendida.
E as idiotices continuavam, coisas do nível de um ter dado um mero unfollow no outro no igualmente inútil twitter causavam imenso ódio de um para com o outro, ao ponto de cortar relações e coisas do tipo.
Mas o estopim veio quando dois dos maduros alunos começaram a discutir, e até quase se agrediram, por conta de uma carteira. Não uma carteira com dinheiro, documentos e cartão de crédito, nada disso. Apenas uma carteira daquelas na qual usamos para estudar, onde sentamos e colocamos nossos cadernos e canetas. Apenas porque essa tal carteira se localizava no fundo da sala e, para serem mais descolados, ambos queriam a tal carteira. E toda essa infantilidade ocorreu durante uma aula de filosofia que a garota estava achando deveras interessante e estava super animada com o assunto.
Foi aí que ela cansou de toda a bondade, perdeu a compostura e virou para os dois infantiloides.
— Caralho, vocês são muito idiotas! Que ódio, brigar tanto assim pela porra de uma cadeira! Puta que pariu, e eu ainda tenho que aguentar retardados como vocês.
E todos calaram-se e, a partir daquele momento, começaram a pensar duas vezes antes de criar um ódio sem fundamento, porque o ódio sem base pode criar ódio com base.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Coração.
Essa postagem é completamente despretensiosa no sentido filosófico. Que isso fique bem claro.
Essa postagem vem do coração e tem como objetivo apenas fazer uma reclamação e tentar conscientizar algumas pessoas.
Vamos agora à reclamação. Eu apenas queria pedir a algumas pessoas que pensassem duas vezes sobre como os outros devem ser tratados. Não é porque uma pessoa é inteligente e prefere seguir a razão que ela não possui um coração. Não, não é só porque ela não é impulsiva que ela não é sentimental. E sim, você pode e deveria perguntar a essa pessoa dos sentimentos dela, ela também precisa desabafar, ela também tem um coração.
Essa postagem vem do coração e tem como objetivo apenas fazer uma reclamação e tentar conscientizar algumas pessoas.
Vamos agora à reclamação. Eu apenas queria pedir a algumas pessoas que pensassem duas vezes sobre como os outros devem ser tratados. Não é porque uma pessoa é inteligente e prefere seguir a razão que ela não possui um coração. Não, não é só porque ela não é impulsiva que ela não é sentimental. E sim, você pode e deveria perguntar a essa pessoa dos sentimentos dela, ela também precisa desabafar, ela também tem um coração.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Sobre o amor, mais uma vez.
Eu sei, já falei sobre ele outra vez, mas é que ele é um assunto tão presente no mundo, tão importante que há muito a ser dito a seu respeito.
Amor é, segundo o wikcionário, um "sentimento de gostar muito de outra pessoa ou coisa, de forma a querer e fazer o bem para essa pessoa, ser vivente ou mesmo coisa". Certo, o que é o amor já está definido, ao menos para o wikcionário.
Mas o amor tem algo de diferente em si. O amor pode até ser um sentimento e as demais coisas para alguns, mas para outros ele é outra coisa. Este algo diferente no amor é sua variabilidade. E isso eu não preciso nem exemplificar, visto que em nossa vida já devemos ter visto dezenas e dezenas de amantes. Mas mesmo assim, exemplificarei. Diz-se que existem sete tipos de amor, que vai do amor físico passando pelo mental e chegando ao amor altruísta, e todos esses tipos estão em apenas uma escala de amor. Já Douglas Adams não se aprofunda no assunto, apenas diz que o amor deve ser evitado, se possível. Há também a ideia de amor platônico, que é erroneamente atribuída ao grego filósofo. E há também, apenas para finalizar os exemplos, uma teoria que diz que o amor verdadeiro é como um triângulo, e se faltar um ou mais dos três lado será apenas uma amizade ou um amor vazio.
Bem, agora que não entendemos sobre a variabilidade do amor, vamos analisá-lo cientificamente. — o que não deixa de ser outra interpretação do amor — Biológicamente, o amor gera diversas correntes elétricas que nada mais são do que a manifestação de umas substâncias químicas das quais você deve ter ouvido falar naquela aula de biologia que tanto conversava, essas substâncias fazem com que o neurônio envie informações a outra célula, elas são conhecidas como neurotransmissores. Os principais neurotransmissores produzidos durante o amor são a dopamina, que é responsável pela euforia, a adrenalina, que é responsável pela excitação e a endorfina, que causa alegria. Por outro lado, durante o período "amoroso", há uma diminuição na taxa de serotonina do corpo, ausência essa que também é vista em casos de depressão e outras doenças psíquicas.
O amor pode ser visto como uma doença, o amor pode ser apenas a manifestação neurotransmissores, segundo alguns, o amor pode ser "explicado" com diagramas. O amor pode ser tudo, mas cabe a nós encontrar o nosso amor e dar a nossa interpretação a esse assunto cujos mistérios são talvez maiores que os da própria vida.
Amor é, segundo o wikcionário, um "sentimento de gostar muito de outra pessoa ou coisa, de forma a querer e fazer o bem para essa pessoa, ser vivente ou mesmo coisa". Certo, o que é o amor já está definido, ao menos para o wikcionário.
Mas o amor tem algo de diferente em si. O amor pode até ser um sentimento e as demais coisas para alguns, mas para outros ele é outra coisa. Este algo diferente no amor é sua variabilidade. E isso eu não preciso nem exemplificar, visto que em nossa vida já devemos ter visto dezenas e dezenas de amantes. Mas mesmo assim, exemplificarei. Diz-se que existem sete tipos de amor, que vai do amor físico passando pelo mental e chegando ao amor altruísta, e todos esses tipos estão em apenas uma escala de amor. Já Douglas Adams não se aprofunda no assunto, apenas diz que o amor deve ser evitado, se possível. Há também a ideia de amor platônico, que é erroneamente atribuída ao grego filósofo. E há também, apenas para finalizar os exemplos, uma teoria que diz que o amor verdadeiro é como um triângulo, e se faltar um ou mais dos três lado será apenas uma amizade ou um amor vazio.
Bem, agora que não entendemos sobre a variabilidade do amor, vamos analisá-lo cientificamente. — o que não deixa de ser outra interpretação do amor — Biológicamente, o amor gera diversas correntes elétricas que nada mais são do que a manifestação de umas substâncias químicas das quais você deve ter ouvido falar naquela aula de biologia que tanto conversava, essas substâncias fazem com que o neurônio envie informações a outra célula, elas são conhecidas como neurotransmissores. Os principais neurotransmissores produzidos durante o amor são a dopamina, que é responsável pela euforia, a adrenalina, que é responsável pela excitação e a endorfina, que causa alegria. Por outro lado, durante o período "amoroso", há uma diminuição na taxa de serotonina do corpo, ausência essa que também é vista em casos de depressão e outras doenças psíquicas.
O amor pode ser visto como uma doença, o amor pode ser apenas a manifestação neurotransmissores, segundo alguns, o amor pode ser "explicado" com diagramas. O amor pode ser tudo, mas cabe a nós encontrar o nosso amor e dar a nossa interpretação a esse assunto cujos mistérios são talvez maiores que os da própria vida.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Pressão.
Admitirei: não estou gostando de toda essa pressão que estou vivendo neste último ano letivo. Não estou gostando nem um pouco.
Toda essa pressão não faz bem aos alunos. Nós acabamos nos sentindo sem saída e até obrigados a entrarmos numa boa faculdade com uma boa colocação. À essa idade vem também a responsabilidade — ou até obrigação — do primeiro emprego. Somos "forçados" a ingressar no mercado de trabalho.
Mas o pior de toda essa pressão é que, tal como naquela fórmula que indica que conforme a pressão aumenta o volume diminui, ela acaba com todo nosso espaço. — viram como eu estou entendendo de física? Nem precisam me pressionar — E ao acabar com o nosso espaço ficamos infelizes. Tomemos eu mesma como exemplo: quanto maior a pressão, menor meu espaço, quanto menor meu espaço, menos eu posto em meu blog e faço coisas que gosto, quanto menos faço coisas que gosto, mais infeliz fico, quanto mais infeliz fico, menos rendo. Tudo isso de modo proporcional, seja direta ou indiretamente.
Em suma, por mais que nos pressionem apenas pelo nosso bem, essa pressão excessiva pode nos fazer mal.
Por outro lado, um pouco de pressão é sim eficiente, pois ela ajuda aqueles que estão um pouco "desatentos" a acordar para a vida.
Mas não se esqueçam, muita pressão é uma prisão, quem sabe assim você lembrem, já que sempre fazem essas frases cômicas para nós decorarmos fórmulas e coisas do gênero. E sim, escrevi demasiadamente e até escrevi mal porque precisava extravasar. Às vezes quando se exagera na pressão a coisa acaba por explodir.
Toda essa pressão não faz bem aos alunos. Nós acabamos nos sentindo sem saída e até obrigados a entrarmos numa boa faculdade com uma boa colocação. À essa idade vem também a responsabilidade — ou até obrigação — do primeiro emprego. Somos "forçados" a ingressar no mercado de trabalho.
Mas o pior de toda essa pressão é que, tal como naquela fórmula que indica que conforme a pressão aumenta o volume diminui, ela acaba com todo nosso espaço. — viram como eu estou entendendo de física? Nem precisam me pressionar — E ao acabar com o nosso espaço ficamos infelizes. Tomemos eu mesma como exemplo: quanto maior a pressão, menor meu espaço, quanto menor meu espaço, menos eu posto em meu blog e faço coisas que gosto, quanto menos faço coisas que gosto, mais infeliz fico, quanto mais infeliz fico, menos rendo. Tudo isso de modo proporcional, seja direta ou indiretamente.
Em suma, por mais que nos pressionem apenas pelo nosso bem, essa pressão excessiva pode nos fazer mal.
Por outro lado, um pouco de pressão é sim eficiente, pois ela ajuda aqueles que estão um pouco "desatentos" a acordar para a vida.
Mas não se esqueçam, muita pressão é uma prisão, quem sabe assim você lembrem, já que sempre fazem essas frases cômicas para nós decorarmos fórmulas e coisas do gênero. E sim, escrevi demasiadamente e até escrevi mal porque precisava extravasar. Às vezes quando se exagera na pressão a coisa acaba por explodir.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
A história do garoto que sabia demais.
Era uma vez, a nenhum tempo atrás, um garoto que era muito, mas muito mesmo, infeliz. Toda infelicidade dele vinha de um simples fato: ele sabia demais. Ele não tinha aquela pequena bênção que muitos têm, a ignorância.
Ele não era feliz porque diferentemente daquele pequeno neném que estava apenas conhecendo o mundo, ele já sabia o que era um cachorro e um carro (ou au-au e bi-bi, respectivamente), aquilo tudo não era novo para ele, ele já sabia para que aquelas coisas serviam e já até havia cansado-se daquilo.
Ele não era feliz porque não conseguia ter um relacionamento com aquela doce e amável moça cândida. E ele não conseguira porque já sabia que ela não o amava realmente, ele sabia que ela o machucaria, ele não era mais um ignorante que entraria de cabeça naquela relação acreditando que ela o amaria.
Ele não era feliz porque sabia onde o poder era exercido na realidade. Ele sabia que grande parte das pessoas mais poderosas do mundo não passavam de imagens, de "atores" que apenas estavam entretendo o grande público. E mais do que tudo isso, ele sabia que isso não podia ser mudado.
Ele não era feliz porque pensava demais nas coisas. Ele não via uma flor apenas como uma flor, ele não sabia apreciar a simplicidade da flor. Ao ver a flor ele pensava no androceu e no gineceu (isso quando não apelava para a significação poética e de todos os sentidos que a palavra flor pode tomar). Ele pensava demais, ele não sabia apenas aproveitar.
Mas, sabendo tudo isso, ele não era feliz por quê?
Ele não era feliz porque diferentemente daquele pequeno neném que estava apenas conhecendo o mundo, ele já sabia o que era um cachorro e um carro (ou au-au e bi-bi, respectivamente), aquilo tudo não era novo para ele, ele já sabia para que aquelas coisas serviam e já até havia cansado-se daquilo.
Ele não era feliz porque não conseguia ter um relacionamento com aquela doce e amável moça cândida. E ele não conseguira porque já sabia que ela não o amava realmente, ele sabia que ela o machucaria, ele não era mais um ignorante que entraria de cabeça naquela relação acreditando que ela o amaria.
Ele não era feliz porque sabia onde o poder era exercido na realidade. Ele sabia que grande parte das pessoas mais poderosas do mundo não passavam de imagens, de "atores" que apenas estavam entretendo o grande público. E mais do que tudo isso, ele sabia que isso não podia ser mudado.
Ele não era feliz porque pensava demais nas coisas. Ele não via uma flor apenas como uma flor, ele não sabia apreciar a simplicidade da flor. Ao ver a flor ele pensava no androceu e no gineceu (isso quando não apelava para a significação poética e de todos os sentidos que a palavra flor pode tomar). Ele pensava demais, ele não sabia apenas aproveitar.
Mas, sabendo tudo isso, ele não era feliz por quê?
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Conto de uma garota e de confusão.
Era uma vez uma garota que trabalhava mais do que deveria. Ela tinha escola, curso, aula de música, blog, e amigos, e ela tentava manter tudo isso.
Ela pretendia ser uma ótima aluna, ela tentava fazer todas as lições de casa, ela estudava todos os dias as matérias que havia visto em casa, ela sempre tomava a responsabilidade por trabalhos e até fazia algumas lições extras que os professores sequer pediam.
No curso era a mesma coisa. Chegava em casa e já ia revisar a matéria do curso, que acabava se misturando um pouco com a da escola. Ao fazer a lição do curso ela vivia a misturar com os papéis da escola, e com isso fazia uma confusão.
Nas aulas de música ela não mudava. Tentava ver todos os exercícios que a professora lhe havia passado mas acabava misturando tudo, cantava sobre angiospermas em inglês e acabava por rimar com senos e cossenos.
Chegava a noite e ela resolvia ir escrever em seu blog. Ah, lá ela chegava ao ápice, escrevia sobre uma canção inglesa sobre plantas matemáticas e punha nesta planta seus próprios problemas e essa planta criticava a sociedade. Totalmente compreensível, não?
Por fim vinham os amigos. Mas devido a seus excessivos estudos e trabalhos ela acabou por esquecer-se deles.
Ela pretendia ser uma ótima aluna, ela tentava fazer todas as lições de casa, ela estudava todos os dias as matérias que havia visto em casa, ela sempre tomava a responsabilidade por trabalhos e até fazia algumas lições extras que os professores sequer pediam.
No curso era a mesma coisa. Chegava em casa e já ia revisar a matéria do curso, que acabava se misturando um pouco com a da escola. Ao fazer a lição do curso ela vivia a misturar com os papéis da escola, e com isso fazia uma confusão.
Nas aulas de música ela não mudava. Tentava ver todos os exercícios que a professora lhe havia passado mas acabava misturando tudo, cantava sobre angiospermas em inglês e acabava por rimar com senos e cossenos.
Chegava a noite e ela resolvia ir escrever em seu blog. Ah, lá ela chegava ao ápice, escrevia sobre uma canção inglesa sobre plantas matemáticas e punha nesta planta seus próprios problemas e essa planta criticava a sociedade. Totalmente compreensível, não?
Por fim vinham os amigos. Mas devido a seus excessivos estudos e trabalhos ela acabou por esquecer-se deles.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Arrumação.
Às vezes é bom arrumar a vida. Precisamos parar e organizar a vida e nossos pensamentos. Nós devemos tirar a poeira que embaça nossa visão de mundo e, só assim, tomarmos nossas decisões.
É útil arrumar a vida, ao sabermos que tudo já está organizado nós mudamos nossos focos aos problemas de verdade. Ao arrumarmos a a vida nós também podemos encontrar uma solução que estava escondida sob a bagunça.
Arrumar a vida é preciso, seja para organizarmos a ordem de nossas obrigações, seja para separarmos os problemas em suas categorias.
A ordem das obrigações é importante, porque se colocarmos algo que temos de fazer frequentemente no fundo da prateleira nós sempre teremos de tirar tudo da frente para conseguirmos alcançar essa tal coisa.
Mas mais importante ainda é a catalogação de problemas. Os problemas devem ser divididos e encaminhados às partes de nossa mente capazes de solucionar esse problema. Um problema emocional não deve ser resolvido pela parte esquerda de nosso cérebro e nem um problema profissional deve ser solucionado pela parte direita de nosso cérebro.
É, viver não é preciso, se organizar é.
É útil arrumar a vida, ao sabermos que tudo já está organizado nós mudamos nossos focos aos problemas de verdade. Ao arrumarmos a a vida nós também podemos encontrar uma solução que estava escondida sob a bagunça.
Arrumar a vida é preciso, seja para organizarmos a ordem de nossas obrigações, seja para separarmos os problemas em suas categorias.
A ordem das obrigações é importante, porque se colocarmos algo que temos de fazer frequentemente no fundo da prateleira nós sempre teremos de tirar tudo da frente para conseguirmos alcançar essa tal coisa.
Mas mais importante ainda é a catalogação de problemas. Os problemas devem ser divididos e encaminhados às partes de nossa mente capazes de solucionar esse problema. Um problema emocional não deve ser resolvido pela parte esquerda de nosso cérebro e nem um problema profissional deve ser solucionado pela parte direita de nosso cérebro.
É, viver não é preciso, se organizar é.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Adaptação.
Mudar é legal. Mudanças repentinas não.
É claro que mudar é bom, é sempre bom deixar de lado nossas inibições e começarmos novas coisas, ter novos conceitos do que nos faz bem e também evoluir.
Mas por outro lado mudanças repentinas não são tão boas. Elas costumam nos deixar sem chão e perdemos a nossa base: tudo que era de um jeito agora é de outro e vice-versa.
É por isso que existem as adaptações, os seres vivos sempre se adaptaram a tudo, vide Evolucionismo/Darwinismo, e é por isso que nós também temos essa habilidade de adaptação. Nós podemos levar um tempo para aceitarmos a mudança, mas nós nos adaptaremos.
Por isso, não perca a paciência com mudanças que ocorrem contigo ou não perca a paciência com um amigo que não aceita uma mudança instantaneamente. Há de se adaptar, não importa se isso demorará, mas a adaptação virá.
É claro que mudar é bom, é sempre bom deixar de lado nossas inibições e começarmos novas coisas, ter novos conceitos do que nos faz bem e também evoluir.
Mas por outro lado mudanças repentinas não são tão boas. Elas costumam nos deixar sem chão e perdemos a nossa base: tudo que era de um jeito agora é de outro e vice-versa.
É por isso que existem as adaptações, os seres vivos sempre se adaptaram a tudo, vide Evolucionismo/Darwinismo, e é por isso que nós também temos essa habilidade de adaptação. Nós podemos levar um tempo para aceitarmos a mudança, mas nós nos adaptaremos.
Por isso, não perca a paciência com mudanças que ocorrem contigo ou não perca a paciência com um amigo que não aceita uma mudança instantaneamente. Há de se adaptar, não importa se isso demorará, mas a adaptação virá.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Promessas de ano novo.
Prometo que em dois mil e onze cumprirei tudo que não cumpri de minha lista de dois mil e dez, e talvez até de outros anos.
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