Disseram-me que a juventude está perdida. Comecei então a divagar se o que ela está a fazer é incorreto. Cheguei à conclusão de que ela está meramente tentando ser feliz, encontrar-se, divertir-se nessa procura.
Pois bem, se isso é a perdição, não sei o que é a salvação. Não que a juventude seja detentora da verdade suprema, não, nada disso. Mas apenas não sei como pode-se dizer que um outro está perdido, se você não é ou faz parte desse outro, você não pode afirmar que ele está perdido, e mais do que isso, ninguém pode afirmar que algo é desperdício de tempo, dinheiro ou qualquer outra coisa.
Isso mesmo, nada está perdido, nada é uma perda de tempo e desperdícios não existem. Ao mesmo tempo que aquele engenheiro acha que o que aquele jovem aspirante a músico está fazendo é um desperdício de tempo, energia e, por vezes, dinheiro, o jovem pode achar a mesma coisa do que o engenheiro está fazendo. E, adivinhem só, ambos estarão errados. Isso porque o jovem, segundo ele mesmo, não está desperdiçando seu tempo, e nem o engenheiro está desperdiçando seu tempo, na sua própria opinião.
Desse modo, se a pessoa sente-se bem fazendo aquilo, se ela o faz com alegria e é responsável por tudo que pode vir a fazer, ela não está perdendo tempo. Desperdícios não existem, exceto o de água. Eis tudo.
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