quarta-feira, 9 de março de 2011

O tempo e as mudanças.

O tempo fascina-me, o tempo fascina-me demais. Fascina-me por muitos motivos, alguns eu já citei antes e já dissertei sobre, outros ainda serão por mim lembrados e também serão dissecados. Em cima disso, hoje disserto sobre as mudanças que o tempo pode ou não sofrer.
Tudo muda, tudo mudou, tudo mudará, tudo está mudado, tudo mudaria, tudo mudara, tudo está mudando.
Mas o tempo teima em não mudar, o tempo é sempre o mesmo, seja na era vitoriana ou hoje à tarde. Na era vitoriana um segundo era um intervalo de tempo. Hoje à tarde um segundo é um intervalo de tempo igual ao da era vitoriana. O tempo não mudou, ao menos cronológicamente.
Mas o tempo há de mudar, o tempo nem sempre será o mesmo, na era vitoriana era de um jeito, hoje à tarde será diferente. Durante a era vitoriana vestidos extravagantes eram comuns, assim como os corsets, mas eu duvido que hoje à tarde alguém encontre uma pessoa vestindo um vestido volumoso ou um corset. O tempo mudou, ao menos culturalmente.
O tempo é diferente e ao mesmo tempo não é. Quando Camões escreveu Os Lusíadas, ele escreveu sobre um tempo de Portugal, um tempo de conquistas e vitórias. Já quando Fernando Pessoa escreveu Mensagem, ele escreveu sobre um tempo diferente, sobre a espera pelo Quinto Império. Mas ao mesmo tempo que os tempos culturais são diferentes o tempo cronológico era o mesmo. Se Pessoa levou dez minutos para escrever uma estrofe e Camões também levou dez minutos para escrever uma estrofe, esse tempo cronológico possui a mesma medida, sendo portanto, igual.
O tempo é igual e ao mesmo tempo não é.

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