terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Um filme

Estava assistindo a um filme ficcional, desses inspirados em livros e coisa e tal. O tal longa-metragem era demasiadamente fictício, com diversas figuras daquelas que conhecemos dos contos de fadas. Desde parentes distantes de Nosferatu até licantropos não tão assustadores.
Porém, achei a produção cinematográfica de certo modo absurda, não devido aos lobisomens e vampiros. E sim graças a outra coisa que estava presente no filme e que, para mim, já tornou-se mais parte da imaginação  coletiva que da realidade. O filme na verdade era absurdo graças ao amor verdadeiro, coisa que hoje em dia não passa de ficção.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Um conto odioso.

Ela estava quieta, calma. Pouco importava-se com o que os outros estavam fazendo ou sobre o que estavam reclamando. Mas apesar de toda impassibilidade e ignorância dela perante a todos, eles insistiam com o ódio e a reclamação.
— Porra, essa professora só passa lição. — diziam, como se a tal lição fosse de total inutilidade.
— É. Essa véia de merda parece que não sabe que a gente tem vida.
E ela continuava a viver a sua própria vida, deixando os tolos e infundados xingamentos de lado. Deixando todos aqueles jovens que, apesar da idade, estavam mais para semi-crianças que para semi-adultos. Mas apesar dela fingir que eles não estavam lá, eles pareciam querer que ela os notasse, eles falariam todos os absurdos que fossem necessários para isso acontecer. E nessa empreitada rumo à atenção da jovem, prosseguiam.
Alguns comentários de um professor sobre um famoso qualquer desencadearam mais algumas bobagens como essa:
— Pelo menos ele 'tá na tevê, e não dando aula de música nessa bosta de escola. — diziam entre si os importantíssimos infantes, sem sequer notar que faziam parte da escola que fora ofendida.
E as idiotices continuavam, coisas do nível de um ter dado um mero unfollow no outro no igualmente inútil twitter causavam imenso ódio de um para com o outro, ao ponto de cortar relações e coisas do tipo.
Mas o estopim veio quando dois dos maduros alunos começaram a discutir, e até quase se agrediram, por conta de uma carteira. Não uma carteira com dinheiro, documentos e cartão de crédito, nada disso. Apenas uma carteira daquelas na qual usamos para estudar, onde sentamos e colocamos nossos cadernos e canetas. Apenas porque essa tal carteira se localizava no fundo da sala e, para serem mais descolados, ambos queriam a tal carteira. E toda essa infantilidade ocorreu durante uma aula de filosofia que a garota estava achando deveras interessante e estava super animada com o assunto.
Foi aí que ela cansou de toda a bondade, perdeu a compostura e virou para os dois infantiloides.
— Caralho, vocês são muito idiotas! Que ódio, brigar tanto assim pela porra de uma cadeira! Puta que pariu, e eu ainda tenho que aguentar retardados como vocês.
E todos calaram-se e, a partir daquele momento, começaram a pensar duas vezes antes de criar um ódio sem fundamento, porque o ódio sem base pode criar ódio com base.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Coração.

Essa postagem é completamente despretensiosa no sentido filosófico. Que isso fique bem claro.
Essa postagem vem do coração e tem como objetivo apenas fazer uma reclamação e tentar conscientizar algumas pessoas.
Vamos agora à reclamação. Eu apenas queria pedir a algumas pessoas que pensassem duas vezes sobre como os outros devem ser tratados. Não é porque uma pessoa é inteligente e prefere seguir a razão que ela não possui um coração. Não, não é só porque ela não é impulsiva que ela não é sentimental. E sim, você pode e deveria perguntar a essa pessoa dos sentimentos dela, ela também precisa desabafar, ela também tem um coração.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sobre o amor, mais uma vez.

Eu sei, já falei sobre ele outra vez, mas é que ele é um assunto tão presente no mundo, tão importante que há muito a ser dito a seu respeito.
Amor é, segundo o wikcionário, um "sentimento de gostar muito de outra pessoa ou coisa, de forma a querer e fazer o bem para essa pessoa, ser vivente ou mesmo coisa". Certo, o que é o amor já está definido, ao menos para o wikcionário.
Mas o amor tem algo de diferente em si. O amor pode até ser um sentimento e as demais coisas para alguns, mas para outros ele é outra coisa. Este algo diferente no amor é sua variabilidade. E isso eu não preciso nem exemplificar, visto que em nossa vida já devemos ter visto dezenas e dezenas de amantes. Mas mesmo assim, exemplificarei. Diz-se que existem sete tipos de amor, que vai do amor físico passando pelo mental e chegando ao amor altruísta, e todos esses tipos estão em apenas uma escala de amor. Já Douglas Adams não se aprofunda no assunto, apenas diz que o amor deve ser evitado, se possível. Há também a ideia de amor platônico, que é erroneamente atribuída ao grego filósofo. E há também, apenas para finalizar os exemplos, uma teoria que diz que o amor verdadeiro é como um triângulo, e se faltar um ou mais dos três lado será apenas uma amizade ou um amor vazio.
Bem, agora que não entendemos sobre a variabilidade do amor, vamos analisá-lo cientificamente. — o que não deixa de ser outra interpretação do amor — Biológicamente, o amor gera diversas correntes elétricas que nada mais são do que a manifestação de umas substâncias químicas das quais você deve ter ouvido falar naquela aula de biologia que tanto conversava, essas substâncias fazem com que o neurônio envie informações a outra célula, elas são conhecidas como neurotransmissores. Os principais neurotransmissores produzidos durante o amor são a dopamina, que é responsável pela euforia, a adrenalina, que é responsável pela excitação e a endorfina, que causa alegria. Por outro lado, durante o período "amoroso", há uma diminuição na taxa de serotonina do corpo, ausência essa que também é vista em casos de depressão e outras doenças psíquicas.
O amor pode ser visto como uma doença, o amor pode ser apenas a manifestação neurotransmissores, segundo alguns, o amor pode ser "explicado" com diagramas. O amor pode ser tudo, mas cabe a nós encontrar o nosso amor e dar a nossa interpretação a esse assunto cujos mistérios são talvez maiores que os da própria vida.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pressão.

Admitirei: não estou gostando de toda essa pressão que estou vivendo neste último ano letivo. Não estou gostando nem um pouco.
Toda essa pressão não faz bem aos alunos. Nós acabamos nos sentindo sem saída e até obrigados a entrarmos numa boa faculdade com uma boa colocação. À essa idade vem também a responsabilidade — ou até obrigação — do primeiro emprego. Somos "forçados" a ingressar no mercado de trabalho.
Mas o pior de toda essa pressão é que, tal como naquela fórmula que indica que conforme a pressão aumenta o volume diminui, ela acaba com todo nosso espaço. — viram como eu estou entendendo de física? Nem precisam me pressionar — E ao acabar com o nosso espaço ficamos infelizes. Tomemos eu mesma como exemplo: quanto maior a pressão, menor meu espaço, quanto menor meu espaço, menos eu posto em meu blog e faço coisas que gosto, quanto menos faço coisas que gosto, mais infeliz fico, quanto mais infeliz fico, menos rendo. Tudo isso de modo proporcional, seja direta ou indiretamente.
Em suma, por mais que nos pressionem apenas pelo nosso bem, essa pressão excessiva pode nos fazer mal.
Por outro lado, um pouco de pressão é sim eficiente, pois ela ajuda aqueles que estão um pouco "desatentos" a acordar para a vida.
Mas não se esqueçam, muita pressão é uma prisão, quem sabe assim você lembrem, já que sempre fazem essas frases cômicas para nós decorarmos fórmulas e coisas do gênero. E sim, escrevi demasiadamente e até escrevi mal porque precisava extravasar. Às vezes quando se exagera na pressão a coisa acaba por explodir.