quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Expandindo

Algumas vezes, é bom expandir nossos horizontes, é bom sair da nossa mesmice.
Devemos praticar um novo esporte, estudar um novo assunto, ouvir uma nova banda, tudo em prol da expansão de nossos horizontes. Devemos, principalmente, conhecer gente nova. Novas pessoas são boas para que possam mostrar-nos novos pontos de vista, para ensinarem novas coisas a nós, para nos apresentarem outro mundo.
É por isso que cada homem não é uma ilha, e sim um mundo. Cada homem traz consigo suas ideias, seus sonhos e sua experiência de vida. E quando duas pessoas juntam esses mundos, eles podem fazer de tudo, eles podem expandir um o mundo do outro, um poderá complementar as ideias do outro.
Portanto, devemos sempre expandir não apenas nossos horizontes, mas o de outros também.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Feliz dia da liberdade de expressão!

Desejo a todos um feliz dia da liberdade de expressão. Espero que nesse dia você fale o que pensa sem medo das consequências porque, afinal, somos livres, principalmente hoje. Se quiser, critique-me o quanto quiser, contanto que seja hoje. Fale tudo o que sempre quis na cara daquela pessoa, expresse os seus sentimentos o quanto quiser, reclame daquela pessoa que lhe incomoda. Porque hoje você pode, hoje nós festejamos a liberdade.
Aproveite essa liberdade para odiar ou amar, criticar ou elogiar. Use a liberdade para odiar, vá contra o sistema, questione, seja livre para expressar seus pensamentos. Use a liberdade para amar, conte a todos que ama aquela pessoa, conte àquela pessoa que a ama, sê livre e liberte também os seus sentimentos.
Ou, se preferir, não faça nada disso. Pois afinal de contas, és livre e não são palavras escritas em um blog que lhe dirão o que fazer. Em suma, apenas seja livre, da maneira que preferir.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sangrando.

Lá estava ela, calma e indiferente com o mundo. Pessoas passavam para lá e para cá, e nada parecia importar. Todos invejavam aquela tranquilidade e não conseguiam compreender aquela apatia.
Aquele pátio agitado e barulhento era frio e melancólico com ela. Nada parecia mudar aquela impressão de serenidade. Até que ele apareceu. Apareceu e trouxe consigo sentimentos revirados e sensações estranhas.
Toda a calma dela foi substituída por aflições e medos. Seu coração ficou aberto, aquela dor voltou. Ela sentia o sangramento e sabia que nada podia fazer para parar aquilo.
Assim ela ficou. Sofrendo, de coração aberto e sem ter o que fazer para acabar com aquele ferimento. Era incrível a influência que ele exercia sobre ela. Nem ela, que era tão inteligente e sã, conseguia descrever aquele esquisito e doloroso sentimento. Nesse caso, ela preferiu não estudá-lo, deixou estar. E até agora ela está assim, sangrando, sem saber o que fazer ou o que sentir perante a você.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Essai sur l'égalité des races humaines¹

Nós não somos iguais, isso é fato. Mas todos nascemos iguais. Todos nascemos com as mesmas chances de sermos algo na vida.
O problema é a influência. Uma pessoa que nasce, cresce, costuma ler e é sempre incentivado a tornar-se um escritor que uma pessoa que nasce, cresce mas nunca viu um livro na vida. Apesar de cada um ter ido para um final diferente, os dois já tiveram as mesmas chances de se tornarem escritores.
Então se uma pessoa for malvada, ela não nasceu assim, ela não nasceu diferente de ti. A diferença foi a influência. Se essa pessoa foi instigada à maldade, se disseram a ela que ser mau era a coisa certa a ser feita, ela ganhou essa tendência a ser cruel.
Por isso, tente sempre ser a melhor influência para uma pessoa, tente ajudá-la a ser o que é certo, porém sem interferir na identidade dela. Procure sempre apenas acrescentar um novo ponto de vista à situação, e não tomar somente uma perspectiva e manter-se com ela.
Em suma, não somos iguais hoje, mas éramos iguais.

¹Ensaio sobre a igualdade das raças humanas.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A recíproca

Você fez tudo certo, arrumou tudo, deixou a velhinha sentar em seu lugar, foi gentil com aquela guria. E então tudo lhe aconteceu errado, sua vida tornou-se uma bagunça, tomaram o lugar que era seu por direito e aquela outra guria foi ríspida contigo.
Pois é, nem tudo é perfeito, nem tudo dá certo no final, nem sempre a recíproca é verdadeira. Simplesmente não importa, você pode se esforçar, trabalhar ao máximo, mas algumas vezes as coisas darão errado.
A recíproca às vezes é falsa, a vida às vezes é falsa, uma vez ou outra nos enganamos. Podemos crer na mudança, podemos trabalhar por ela, mas ela pode não acontecer. Você pode ser uma boa pessoa, mas o destino pode não ser bom contigo.
Você pode amá-la intensamente, você pode fazer de tudo por ela, você morreria por ela. E ela sequer sentiria sua falta se você o fizesse.
Às vezes, a recíproca simplesmente é falsa.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sobre o amor

Sim, não tenho sobre o que falar. Escreverei sobre o amor então. Escreverei clichês sobre o clichê.
Ok, então vamos ao assunto. O amor é uma coisa muito complicada, crianças. Newton não achou uma fórmula que calculasse o porquê dele acontecer. Platão tentou explicar, mas ficou apenas nas ideias. Então, por isso, eu não focarei-me em explicar o que é ou como ele se manifesta. Eu apenas relatarei o que eu sinto quando ele aparece e o que eu sinto por ele.
Então venhamos aos meus sentimentos. O que eu sinto quando ele vem é simples. Ansiedade, seguida de alegria e em algumas vezes de decepção
Agora falarei sobre o que sinto por ele. Sinto aversão, para não dizer algo pior. Se me fosse possível escolher, eu não amaria. Ele infelizmente tem um costume de trazer desgosto e falsas esperanças consigo e disso eu não gosto. As alegrias não compensam as tristezas. Os sorrisos não secam as lágrimas. Se eu pudesse, eu abdicaria a toda e qualquer forma de amor. O amor nos transforma em tolos, o amor faz com que fiquemos irracionais. Algumas vezes eu queria deixar algumas pessoas de lado, elas não me são úteis, elas não acrescentam nada à minha vida. Mas então eu vejo aquele sorriso bobo e aquela piada sem graça que despertam dentro de mim esse sentimento ao mesmo tempo sublime e perverso e então esqueço de tudo.
O amor só faz bem a quem é amado, eis tudo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Obrigada por existir

Tudo que eu posso fazer é agradecer. Agradecer por tê-lo aqui, agradecer por fazer-me tão bem, agradecê-lo por existir.
Obrigada e parabéns, Lucas. Sem ti eu não seria quase nada do hoje sou. Sou tanto de ti. És tanto de mim. Somos praticamente um só. Entendemo-nos tão bem e ao mesmo tempo divergimos tanto. Discutimos demais, mas apenas para chegarmos à verdade e evoluirmos cada vez mais. Somos tão parecidos que às vezes eu vejo-lhe em meu lugar e vejo-me em seu lugar. Faço coisas típicas de ti, fazes coisas típicas de mim. Amo-te tanto quanto amaria a mim mesmo, e sei que sentes o mesmo sentimento fraternal por mim. Se eu vivesse tua vida poucos veriam a diferença. Se tu vivesses a minha, também. Às vezes leio minhas palavras em teus sonetos. Em outras escrevo as tuas em meus ensaios.
Então, obrigada por existir. Sem ti eu não existiria, Luquê.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A palhaçada

Todos sabem, estamos em época de eleições. Todos reclamam. Todos criticam. Todos têm opinião.
Vendo todos essas pessoas dizendo todas essas coisas reparo especialmente em algumas falas. Dentre todas as minhas favoritas são as que falam que os políticos são palhaços e relacionam política com uma piada.
Honestamente, a grande piada nisso tudo é o desinteresse dessas pessoas por política e os grandes palhaços são eles que votam sem saber o que o seu candidato fará ao certo ou que ao votar em um podem acabar ajudando a eleger outro.
Os grandes palhaços são esses que riem da propaganda política mas sequer sabem em quem votarão. A grande piada é nossa cegueira perante a política. Nós deveríamos ter grande interesse no futuro do nosso país e, consequentemente, na nossa política. Deveríamos sair e protestar por nossos direitos quando estes fossem tirados de nós, deveríamos fiscalizar e cobrar dos governantes quando eles não fizessem o prometido.
Mas não, nós ficamos em nosso sofá nos deleitando com escândalos políticos. Ficamos rindo do horário político. Ficamos rindo de nós mesmos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Uma carta

Curitiba, 9 de setembro de 2010

Querido,

estou morrendo de saudade, não consigo mais viver sem ti. Me diz, por que teve de ir embora? Ah, a sua ausência está matando-me. Por favor, eu preciso de ti esta noite, preciso de ti todas as outras também, preciso de ti pelo resto da minha vida. Enquanto não voltas eu me afogo sobre meu travesseiro em lágrimas.
Peço do fundo da minha alma. Você não poderia voltar? Faz tanto tempo que não te sinto. A vida sem ti parece vazia.
A saudade está me destruindo. Por favor volte, Amor.
Eu quero voltar a amar, estou com saudade do calor no peito, de sorrir mesmo sem querer, de sentir meu coração bater mais rápido repentinamente. Então eu suplico, por favora traga-me alguém, traga-me um sentimento. Volte ao meu coração, Amor. Faça com que eu ame novamente. Por favor.

                                                                        Uma garota que já amou

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A roda de oleiro

Sabe, a Terra girou, gira e continuará girando. Junto dela, nós giramos e giraremos. Junto de nós, nossas vidas hão de girar. E giraremos como rodas de oleiros.
Quanto a nós, nos cabe apenas moldar a peça de cerâmica que roda em nós. Essa peça que chamamos de vida. Ela é uma peça de cerâmica em uma roda de oleiro porque se você não interferir nela ela continuará girando e a peça sairá da maneira que entrou. Por isso devemos sempre moldá-la a nosso favor, devemos trabalhar nessa peça em primeiro lugar para que depois de termos a nossa concluída e bonita nós possamos opinar nas peças dos outros e ajudá-los com suas obras.
Além disso, sabes quando se cansa de tudo, da cerâmica, da vida, de tudo mesmo e não sabe o que fazer? A única coisa que precisa é se distanciar um pouco da peça e olhá-la de um outro ângulo. Viaje, suma da sua vida por um tempo, mas não se esqueça dela, reflita sobre o que você deve fazer com seus problemas, ao menos foi o que eu fiz. Depois dessa distanciada da nossa própria realidade nós devemos voltar a trabalhar ainda mais intensamente na nossa peça, agora, com outra perspectiva e novas ideias poderemos mudar tudo e fazer a mais bela peça de cerâmica da história.
Então nunca deixemos nossa peça de lado. Mesmo quando nós nos distanciamos dela nós devemos estar sempre pensando nela.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Infância

Eu queria ser uma criança um momento. Não porque as coisas eram mais fáceis, como todos dizem. Tampouco porque naquela época "eu era feliz e nem sabia". Mas apenas porque naquela época eu podia chorar sem ser repreendida. Todos se preocupariam comigo. Eles diriam "o que foi Sofia?". Todos tentariam achar uma solução para meu problema. Alguém cuidaria de mim.
Hoje, se eu chorar, me chamarão de imatura, alguns rirão de mim, outros fingirão que não viram e deixarão que eu mesma encontre a solução. Apenas uma ou duas pessoas se preocuparão.
Eu só queria voltar a ser uma criança. Eu só queria poder chorar.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mudar

E cansei-me de tudo, dela, dele, de você, de mim. Cansei das roupas que vestia, das músicas que ouvia. E mudei e continuarei mudando.
Sabe, navegar não é preciso, mas mudar sim. Não que não sejamos bons o suficiente agora, é só que ninguém aguenta ser a mesma coisa por toda a vida.
Então mude seu estilo, seu livro preferido, suas músicas, apenas mude. Mas mude porque quer, e não porque lhe induziram a isso. Sabe, mude por que sente que é preciso, não por que alguém pediu.
Mude, não necessariamente para melhor, muito menos para pior. Apenas inove, mostre ao mundo coisas que nunca foram mostradas, faça coisas que nunca foram feitas.
Continue mudando, até encontrar o seu "eu" ideal, e quando encontrá-lo, canse-se dele também e mude mais uma vez, pois não existe um "eu" ideal, iremos sempre mudar de opinião e, com isso, nossa visão de perfeição mudará.
Mude até o momento em que você se torne a pessoa dos sonhos do seu amor. Mas, de tanto que mudou, ela nem é mais seu amor, ela nem mais faz seu tipo.
Sabe, eu mudei tanto enquanto escrevia isso que já devo até discordar de metade das coisas que escrevi.