Mas e quando o problema não for nos outros? E quando a culpa for minha? E se sou eu que não consigo mais rir daquelas piadas, e não eles que não as contam bem? E se sou eu que não gosto tanto quanto antes daquela música, e não ela que está sendo mal tocada? E se sou eu que não vejo mais paixão naqueles poemas, e não eles que tornaram-se mal escritos? E se sou eu que não encontro mais a beleza naquelas pinturas, e não elas que foram mal feitas? E se for eu mesma a culpada por minha tristeza e miséria? O que fazer?
O que devo eu fazer? Tentar mudar a mim mesma? Tentar encontrar coisas que me alegrem novamente? Ou devo esperar?
Deveria eu esperar? Mas por quanto tempo? Até quando eu suportarei? Eu suportarei? Mas o que é que eu tanto espero? E essa tal coisa, será que ela virá algum dia?
Mas por que que eu tanto pergunto? E de qualquer maneira, de que adianta perguntar se não há resposta? Ou há resposta? Seria você a resposta? Bem, é você a solução.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Um princípio.
Um princípio, é tudo que precisamos. Há vezes em que não sabemos o que fazer, não sabemos por onde começar, mas é só começar para nunca mais parar. Um princípio, é disso que precisamos.
Às vezes não sei o que escrever, não tenho motivo nenhum. Mas é só eu descobrir um assunto, um tema que tenha conteúdo que não paro de escrever, que escrevo parágrafos ininterruptamente, só preciso de um princípio.
E é por isso que devemos sempre principiar a fazer coisas boas, porque se começarmos com isso, as boas ações se tornarão um hábito, nós as acharemos naturais, elas serão feitas naturalmente. Devemos ter princípios.
E é por isso que devemos também evitar de principiar a fazer más coisas, senão nos empolgaremos com elas, continuaremos a fazê-las e jamais perceberemos que são incorretas, já que as consideraremos habituais.
Portanto, a princípio, principiemos a ter princípios.
Às vezes não sei o que escrever, não tenho motivo nenhum. Mas é só eu descobrir um assunto, um tema que tenha conteúdo que não paro de escrever, que escrevo parágrafos ininterruptamente, só preciso de um princípio.
E é por isso que devemos sempre principiar a fazer coisas boas, porque se começarmos com isso, as boas ações se tornarão um hábito, nós as acharemos naturais, elas serão feitas naturalmente. Devemos ter princípios.
E é por isso que devemos também evitar de principiar a fazer más coisas, senão nos empolgaremos com elas, continuaremos a fazê-las e jamais perceberemos que são incorretas, já que as consideraremos habituais.
Portanto, a princípio, principiemos a ter princípios.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Ensaio sobre a ignorância.
"Nossa, odeio fulano. Fulano faz tudo errado, fulano faz tudo que não gosto, fulano ouve músicas que eu odeio, fulano é tão chato. Nossa, como odeio fulano." Então eu faço algo bem simples, ignoro fulano.
Fácil, não é? Não mesmo, existem pessoas que não sabem ignorar, existem pessoas que teimam em dar atenção a algo que elas supostamente "odeiam". As pessoas não sabem ignorar coisas ruins, elas ficam criticando o tempo todo dessa coisa que odeiam e com isso dão mais atenção ao odiado do que ao amado.
Mas existem também os casos gravíssimos, daquelas pessoas que reclamam de celebridades, músicos, jogadores ou times de futebol etc. Honestamente, você sequer conhece pessoalmente a pessoa e a critica como se convivesse com ela. E pior que isso, reclama como se essa pessoa vivesse a incomodar-lhe. Dou um simples exemplo: odeio o apresentador de certo programa. Então faço uma simples coisa, não assisto o tal programa.
Difícil? Eu acho que não, ignorar é tão fácil. Você, que discordou completamente disso, pode ignorar essa postagem ou até esse blog. É bem mais simples que criticá-lo e ficar reclamando dele para outros ou até para mim, sendo que eu nem estou escrevendo com o intuito de incomodar-lhe.
Fácil, não é? Não mesmo, existem pessoas que não sabem ignorar, existem pessoas que teimam em dar atenção a algo que elas supostamente "odeiam". As pessoas não sabem ignorar coisas ruins, elas ficam criticando o tempo todo dessa coisa que odeiam e com isso dão mais atenção ao odiado do que ao amado.
Mas existem também os casos gravíssimos, daquelas pessoas que reclamam de celebridades, músicos, jogadores ou times de futebol etc. Honestamente, você sequer conhece pessoalmente a pessoa e a critica como se convivesse com ela. E pior que isso, reclama como se essa pessoa vivesse a incomodar-lhe. Dou um simples exemplo: odeio o apresentador de certo programa. Então faço uma simples coisa, não assisto o tal programa.
Difícil? Eu acho que não, ignorar é tão fácil. Você, que discordou completamente disso, pode ignorar essa postagem ou até esse blog. É bem mais simples que criticá-lo e ficar reclamando dele para outros ou até para mim, sendo que eu nem estou escrevendo com o intuito de incomodar-lhe.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
"Nada somos que valha."
-Então diga-me, de que vale saber tudo sobre a poesia? De que vale saber onde fica a tal sílaba tônica da palavra? - disse o velho e turrão cientificista em tom questionador e pejorativo - As ciências são aplicáveis, usamos a química para produzir tantos remédios, conservar e dar aromas a alimentos etc. A biologia nos ajuda a entender como funcionamos, como somos e dá um grande auxílio na medicina. Medicina essa a qual não preciso sequer citar sua importância. E por fim temos a física, que é tão aplicada no dia-a-dia e sem a qual não teríamos muitas das coisas que tanto utilizamos.
-É, eu não sei de que vale a poesia, não sei mesmo. Não sei qual é a vantagem de saber metrificar um verso e de saber qual é a sílaba tônica. - replicou o jovem literato com ímpar calma - Mas também não sei de que vale estudar fenômenos naturais, não sei de que vale recontar a História, sendo que ela já passou, não entendo pra que conhecer outras línguas.
-Eu disse, de nada valem essas "delicadezas" da poesia. - concluiu o cientista com ar de vitória.
-Mas espere, ainda não concluí, com todo o respeito, também não entendo o porquê de estudar as ciências, como diria Ricardo Reis, "Nada somos que valha", nem nós, nem os estudos literários ou científicos - disse o literato mais entretido com os pássaros e as árvores que os circundavam que com seu interlocutor.- Mas não é que eu tenha algo contra as ciências, tanto as humanas como as exatas, é só que eu não sei de que vale a vida sem o amor. Eu vejo beleza nas letras porque as amo, e o senhor também só vê beleza na Ciência porque a ama, a vida é assim, meramente movida por amor. Acrescento portanto uma ideia à ilustre frase do médico portuense e latinista. Nada somos que valha, ao menos que tenhamos o amor.
E com isso até o homem da razão abriu-se à emoção.
-É, eu não sei de que vale a poesia, não sei mesmo. Não sei qual é a vantagem de saber metrificar um verso e de saber qual é a sílaba tônica. - replicou o jovem literato com ímpar calma - Mas também não sei de que vale estudar fenômenos naturais, não sei de que vale recontar a História, sendo que ela já passou, não entendo pra que conhecer outras línguas.
-Eu disse, de nada valem essas "delicadezas" da poesia. - concluiu o cientista com ar de vitória.
-Mas espere, ainda não concluí, com todo o respeito, também não entendo o porquê de estudar as ciências, como diria Ricardo Reis, "Nada somos que valha", nem nós, nem os estudos literários ou científicos - disse o literato mais entretido com os pássaros e as árvores que os circundavam que com seu interlocutor.- Mas não é que eu tenha algo contra as ciências, tanto as humanas como as exatas, é só que eu não sei de que vale a vida sem o amor. Eu vejo beleza nas letras porque as amo, e o senhor também só vê beleza na Ciência porque a ama, a vida é assim, meramente movida por amor. Acrescento portanto uma ideia à ilustre frase do médico portuense e latinista. Nada somos que valha, ao menos que tenhamos o amor.
E com isso até o homem da razão abriu-se à emoção.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Passado
Serei direta, eu odeio o passado e todos deveriam odiar.
Odeio-o porque nunca acrescenta no futuro, o que passou passou e fim, não há como ser mudado. Mas há como ser lamentado, e é o que acontece. Vemos por todos os lados pessoas que choram por terem feito a coisa errada, ou pessoas que choram por não terem feito a coisa certa. E sabe, é lamentável chorar por causa do que já foi.
Odeio-o porque não me deixa entrar no futuro, o que passou passou e fim, não há como ser repetido. Mas há como ser lembrado, e é o que acontece. Vemos por todos os lados pessoas que ficam lembrando como eram felizes e não voltarão a ser. E sabe, é ruim ser exageradamente saudosista, o passado foi bom, mas o presente e o futuro hão de ser melhor ainda.
Mas mesmo assim eu adoro o passado, adoro relembrar aquelas tardes no parque com meu melhores amigos, apenas para ficar feliz quando estou triste. Adoro rever as minhas grandes conquistas e ver que sou capaz quando encaro uma dificuldade.
É, o que passou passou, mas ainda assim podemos refletir sobre o passado e usar nossas descobertas no futuro.
Odeio-o porque nunca acrescenta no futuro, o que passou passou e fim, não há como ser mudado. Mas há como ser lamentado, e é o que acontece. Vemos por todos os lados pessoas que choram por terem feito a coisa errada, ou pessoas que choram por não terem feito a coisa certa. E sabe, é lamentável chorar por causa do que já foi.
Odeio-o porque não me deixa entrar no futuro, o que passou passou e fim, não há como ser repetido. Mas há como ser lembrado, e é o que acontece. Vemos por todos os lados pessoas que ficam lembrando como eram felizes e não voltarão a ser. E sabe, é ruim ser exageradamente saudosista, o passado foi bom, mas o presente e o futuro hão de ser melhor ainda.
Mas mesmo assim eu adoro o passado, adoro relembrar aquelas tardes no parque com meu melhores amigos, apenas para ficar feliz quando estou triste. Adoro rever as minhas grandes conquistas e ver que sou capaz quando encaro uma dificuldade.
É, o que passou passou, mas ainda assim podemos refletir sobre o passado e usar nossas descobertas no futuro.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Vida?
Vida, cadê você? Onde é que você está? Onde é que você foi?
Por favor, volte. Nada me ocorre, não sinto nada, eu não posso mais viver.
Eis tudo que quero dizer, mas mesmo assim detalharei. De uns tempos para cá nada acontece em minha vida, já nem penso que posso chamá-la assim, já que não vivo mais.
E é triste, lastimável tudo isso. É triste ver que eu não pertenço mais à minha vida ou a meu universo. É triste ficar sentada, esperando tudo mudar. E é mais triste ainda ir atrás da mudança e vê-la correr de ti, virar as costas.
Em suma é isso, vim chorar, vim lamentar a falta de vida e de alegria em minha vida.
Então vê se volta, vida.
Por favor, volte. Nada me ocorre, não sinto nada, eu não posso mais viver.
Eis tudo que quero dizer, mas mesmo assim detalharei. De uns tempos para cá nada acontece em minha vida, já nem penso que posso chamá-la assim, já que não vivo mais.
E é triste, lastimável tudo isso. É triste ver que eu não pertenço mais à minha vida ou a meu universo. É triste ficar sentada, esperando tudo mudar. E é mais triste ainda ir atrás da mudança e vê-la correr de ti, virar as costas.
Em suma é isso, vim chorar, vim lamentar a falta de vida e de alegria em minha vida.
Então vê se volta, vida.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Cansaço
Às vezes nos cansamos. Fiquei praticamente uma semana sem escrever porque me cansei. O cansaço é uma péssima sensação, ele pode misturar dor física e emocional.
Há o cansaço físico. Nele nós ficamos preenchidos por fadiga e queremos apenas, como o próprio nome diz, descansar.
Mas há também o cansaço emocional, e ele é o pior que há. Nele nós ficamos cansados das pessoas, das coisas que fazemos e de nossa rotina. Não é fácil se livrar dele, não é só deitar e dormir. Precisamos ou mudar a nós mesmos ou lembrar do porquê que fazemos aquilo, se é que há um motivo nobre.
De qualquer jeito, nem me importo se escrevi pouco ou mal. Estou tão cansada de tudo que me rodeia mesmo.
Há o cansaço físico. Nele nós ficamos preenchidos por fadiga e queremos apenas, como o próprio nome diz, descansar.
Mas há também o cansaço emocional, e ele é o pior que há. Nele nós ficamos cansados das pessoas, das coisas que fazemos e de nossa rotina. Não é fácil se livrar dele, não é só deitar e dormir. Precisamos ou mudar a nós mesmos ou lembrar do porquê que fazemos aquilo, se é que há um motivo nobre.
De qualquer jeito, nem me importo se escrevi pouco ou mal. Estou tão cansada de tudo que me rodeia mesmo.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Me tira daqui?
Quatro dias longe da civilização não são suficientes, não mesmo. Toda a calma que adquiri nesse tempo conseguem ser destruídas em horas dentro da sociedade contemporânea.
A falta de educação, a ignorância e a estupidez das pessoas surpreende. As pessoas em geral não dão nada além de nojo. Vejo por todos lados pessoas que são tolas e ainda por cima acham bonito. Pessoas que veem e seguem exemplos na sociedade atual de que não é preciso ser educado, muito menos inteligente, para se dar bem e obter sucesso por meio de atos baixos e de atividades inúteis.
Então, por favor, me tira daqui? Só você, inteligência, pode me tirar desse lugar. Só você, educação, pode fazer isso mudar. E é por isso que eu agradeço dias e noites, por ser uma pessoa que preza pela sabedoria. Uma pessoa que não se deixa corromper e busca sempre melhorar por meio de estudos e do conhecimento.
A falta de educação, a ignorância e a estupidez das pessoas surpreende. As pessoas em geral não dão nada além de nojo. Vejo por todos lados pessoas que são tolas e ainda por cima acham bonito. Pessoas que veem e seguem exemplos na sociedade atual de que não é preciso ser educado, muito menos inteligente, para se dar bem e obter sucesso por meio de atos baixos e de atividades inúteis.
Então, por favor, me tira daqui? Só você, inteligência, pode me tirar desse lugar. Só você, educação, pode fazer isso mudar. E é por isso que eu agradeço dias e noites, por ser uma pessoa que preza pela sabedoria. Uma pessoa que não se deixa corromper e busca sempre melhorar por meio de estudos e do conhecimento.
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