Mas e quando o problema não for nos outros? E quando a culpa for minha? E se sou eu que não consigo mais rir daquelas piadas, e não eles que não as contam bem? E se sou eu que não gosto tanto quanto antes daquela música, e não ela que está sendo mal tocada? E se sou eu que não vejo mais paixão naqueles poemas, e não eles que tornaram-se mal escritos? E se sou eu que não encontro mais a beleza naquelas pinturas, e não elas que foram mal feitas? E se for eu mesma a culpada por minha tristeza e miséria? O que fazer?
O que devo eu fazer? Tentar mudar a mim mesma? Tentar encontrar coisas que me alegrem novamente? Ou devo esperar?
Deveria eu esperar? Mas por quanto tempo? Até quando eu suportarei? Eu suportarei? Mas o que é que eu tanto espero? E essa tal coisa, será que ela virá algum dia?
Mas por que que eu tanto pergunto? E de qualquer maneira, de que adianta perguntar se não há resposta? Ou há resposta? Seria você a resposta? Bem, é você a solução.
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