segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ilusão.

Eu vejo tanta gente sendo iludida, eu vejo tantos jovens sofrendo por desilusões que resolvi tentar entender as ilusões.
Pois bem, as ilusões nada mais são que fantasias criadas muitas vezes por nós mesmos. A ilusão é nossa culpa, nós que projetamos tantas esperanças e qualidades em algo e somos nós também que nos destruímos ao descobrirmos a verdade que era encoberta por aquela ideia ilusória.
E então entram as ilusões juvenis. Há quem pense que os jovens são propensos para produzirem ilusões para eles mesmos e para serem iludidos por outros. Mas não é exatamente assim, isso não está nas características dos jovens. Isso só ocorre porque os jovens tem muito futuro à frente deles e, por isso, produzem muitas expectativas e esperanças perante esse futuro. Porém, nem todos sonhos são realizados e, desse modo, muitas ilusões acabam com os jovens, mas isso não é culpa deles, se as pessoas mais velhas também não tivessem se estabelecido ainda, elas também criariam tais projeções.
Mas mesmo com essas falhas das ilusões, é sempre bom criar um sonho ou uma projeção de um mundo melhor para nós, senão tudo ficaria muito sem graça e perderíamos expectativas e esperanças.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ócio

O ócio não me faz bem, de modo algum. O ócio, o tempo livre me deixam livre ao ponto de ficar perdida. Ao ponto de não fazer nada (vide os treze dias sem escrever). E isso é até irônico, quando tenho tempo de fazer o que eu bem entender eu acabo não o aproveitando.
E não o aproveito por uma sucessão de ocorridos que culminam nesse ócio. Logo de início acordo tarde, não tenho obrigação alguma (a.k.a. Escola) que possa impedir-me. Depois do tardio despertar vem a apatia que ocorre-me enquanto lavo o rosto, escovo os dentes e as demais coisas, apatia essa que custa-me mais algum tempo que poderia muito bem ser precioso. Ótimo, a esse ponto já estou "acordada", mas não entendamos a palavra literalmente, meu corpo, a Sofia física pode até estar acordada. Mas minha mente está em estado de grande desânimo, minha Psique está em sono profundo ainda.
Pois bem, apesar de tudo isso tomo o café-da-manhã (ou pequeno-almoço, como Lucas disse-me), depois disso arrumo meu quarto, escovo novamente os dentes etc. Mas há um adendo. Tudo isso leva um bom dempo, devido a motivos já antes citados, como desânimo e apatia e outros não citados, como a televisão, que atrae-me tanto durante as férias.
Acabado tudo isso já são quase as doze ou treze horas, a essas horas, em um dia "normal", eu já teria voltado da escola (onde haveria estudado e evoluído bem mais que com a televisão) e já estaria prestes a almoçado. Mas em um dia anormal não é bem assim, almoço mais tarde ainda, no mínimo lá para as quinze horas, e, enquanto no dia normal eu talvez já tivesse iniciado minha lição de casa ou teria ido para o meu curso, em um dia anormal eu passo todo esse meio-tempo em puro ócio e nada evoluo.
O tempo ente almoço e janta é preenchido por mais ócio e tempo livre mal usado. Janto então, sem muito ânimo nem vontade. Depois da janta, adivinhe, mais "nada para fazer" e tempo gasto no computador, televisão etc.
Por fim durmo deveras tarde para acordar igualmente tarde e começar tudo de novo.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Imiscível

Por deus, como sofro por ser imiscível. Quem dera ser eu uma daquelas pessoas na multidão, quem dera ter minhas opiniões modeladas por um poder maior, ter as opiniões iguais às de todo o mundo.
Como eu queria ser miscível, me misturar facilmente, não ter essa timidez que impede-me de ser mais uma no grupo deles, quem dera ser mais uma pessoa sem conteúdo, ter uma vida normal, não pensar em qual é minha missão neste mundo, não questionar os sistemas, não questionar a mim mesma.
Eu queria ser assim: normal. Queria acordar, tomar o café-da-manhã, ler o jornal, fingir me importar com as notícias quando não entendo nada, ir ao trabalho, fazer tudo que me mandam, voltar para casa, jantar vendo novela, ficar sabendo das fofocas dos famosos e me importar com isso sim.
Mas não, teimo em não ficar no meio da multidão, teimo em ter opinião própria e em ignorar o poder.
Continuo na teimosia de não me misturar, ficar em meu canto lendo algo ou aparentemente sem fazer nada, mas, no fundo, pensando em tanta coisa que não daria nem tempo de escrever aqui. Teimo em ser diferente, em questionar o mundo, teimo em não seguir o protocolo, teimo em ler os jornais e refletir sobre o que li, teimo em pensar.
É, como eu gosto de ser imiscível.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Conto de solidão e ironia.

Então ela refletia.
-A pior coisa de se estar sozinha, é não ter para quem reclamar dessa solidão.
Então ela sofria.
-A pior parte de não ter um amor, é não ter alguém para afagar-me e cuidar desses cortes.
Então ela se perdia.
-A pior parte de pensar tanto nisso, é não dar espaço à emoção.
Então ela se contradizia.
-A pior parte disso é apenas seguir a razão.
Então ela sorria.
-A pior parte de toda essa ironia, é não ter alguém para rir comigo de toda essa situação.
Então ela Sofia.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cíclico

A vida é cíclica. É sempre igual, repetitiva. Por mais que nasçamos, cresçamos, nos reproduzamos e morramos, ela é constituída de contínuas repetições, e é por isso que é tão cíclica.
Desde pequenos nos deparamos com esses ciclos, são eles o natal, aniversários, férias, anos letivos e até olimpíadas.
Mas esses ciclos, se olhados friamente, deveriam apresentar falhas, afinal, quem é que gosta de coisas repetitivas? Porém, o trunfo desses ciclos é a evolução, por mais que tenhamos natal e aniversário todo ano, nós sempre queremos algo novo ou melhor do que o que ganhamos no último ano. O mesmo vale para anos letivos e olimpíadas. No ano letivo, a matéria é diferente (a não ser que você tenha repetido), alguns professores e colegas costumam mudar e isso pode fazer com que nos interessemos mais. Já nas olimpíadas os atletas também mudam, alguns países tentam ganhar algo que nunca ganharam e, com isso, mudar também.
Em suma, os ciclos só existem e são tolerados devido à boa e velha mudança.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Perguntas.

Mas e quando o problema não for nos outros? E quando a culpa for minha? E se sou eu que não consigo mais rir daquelas piadas, e não eles que não as contam bem? E se sou eu que não gosto tanto quanto antes daquela música, e não ela que está sendo mal tocada? E se sou eu que não vejo mais paixão naqueles poemas, e não eles que tornaram-se mal escritos? E se sou eu que não encontro mais a beleza naquelas pinturas, e não elas que foram mal feitas? E se for eu mesma a culpada por minha tristeza e miséria? O que fazer?
O que devo eu fazer? Tentar mudar a mim mesma? Tentar encontrar coisas que me alegrem novamente? Ou devo esperar?
Deveria eu esperar? Mas por quanto tempo? Até quando eu suportarei? Eu suportarei? Mas o que é que eu tanto espero? E essa tal coisa, será que ela virá algum dia?
Mas por que que eu tanto pergunto? E de qualquer maneira, de que adianta perguntar se não há resposta? Ou há resposta? Seria você a resposta? Bem, é você a solução.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Um princípio.

Um princípio, é tudo que precisamos. Há vezes em que não sabemos o que fazer, não sabemos por onde começar, mas é só começar para nunca mais parar. Um princípio, é disso que precisamos.
Às vezes não sei o que escrever, não tenho motivo nenhum. Mas é só eu descobrir um assunto, um tema que tenha conteúdo que não paro de escrever, que escrevo parágrafos ininterruptamente, só preciso de um princípio.
E é por isso que devemos sempre principiar a fazer coisas boas, porque se começarmos com isso, as boas ações se tornarão um hábito, nós as acharemos naturais, elas serão feitas naturalmente. Devemos ter princípios.
E é por isso que devemos também evitar de principiar a fazer más coisas, senão nos empolgaremos com elas, continuaremos a fazê-las e jamais perceberemos que são incorretas, já que as consideraremos habituais.
Portanto, a princípio, principiemos a ter princípios.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Ensaio sobre a ignorância.

"Nossa, odeio fulano. Fulano faz tudo errado, fulano faz tudo que não gosto, fulano ouve músicas que eu odeio, fulano é tão chato. Nossa, como odeio fulano." Então eu faço algo bem simples, ignoro fulano.
Fácil, não é? Não mesmo, existem pessoas que não sabem ignorar, existem pessoas que teimam em dar atenção a algo que elas supostamente "odeiam". As pessoas não sabem ignorar coisas ruins, elas ficam criticando o tempo todo dessa coisa que odeiam e com isso dão mais atenção ao odiado do que ao amado.
Mas existem também os casos gravíssimos, daquelas pessoas que reclamam de celebridades, músicos, jogadores ou times de futebol etc. Honestamente, você sequer conhece pessoalmente a pessoa e a critica como se convivesse com ela. E pior que isso, reclama como se essa pessoa vivesse a incomodar-lhe. Dou um simples exemplo: odeio o apresentador de certo programa. Então faço uma simples coisa, não assisto o tal programa.
Difícil? Eu acho que não, ignorar é tão fácil. Você, que discordou completamente disso, pode ignorar essa postagem ou até esse blog. É bem mais simples que criticá-lo e ficar reclamando dele para outros ou até para mim, sendo que eu nem estou escrevendo com o intuito de incomodar-lhe.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"Nada somos que valha."

-Então diga-me, de que vale saber tudo sobre a poesia? De que vale saber onde fica a tal sílaba tônica da palavra? - disse o velho e turrão cientificista em tom questionador e pejorativo - As ciências são aplicáveis, usamos a química para produzir tantos remédios, conservar e dar aromas a alimentos etc. A biologia nos ajuda a entender como funcionamos, como somos e dá um grande auxílio na medicina. Medicina essa a qual não preciso sequer citar sua importância. E por fim temos a física, que é tão aplicada no dia-a-dia e sem a qual não teríamos muitas das coisas que tanto utilizamos.
-É, eu não sei de que vale a poesia, não sei mesmo. Não sei qual é a vantagem de saber metrificar um verso e de saber qual é a sílaba tônica. - replicou o jovem literato com ímpar calma - Mas também não sei de que vale estudar fenômenos naturais, não sei de que vale recontar a História, sendo que ela já passou, não entendo pra que conhecer outras línguas.
-Eu disse, de nada valem essas "delicadezas" da poesia. - concluiu o cientista com ar de vitória.
-Mas espere, ainda não concluí, com todo o respeito, também não entendo o porquê de estudar as ciências, como diria Ricardo Reis, "Nada somos que valha", nem nós, nem os estudos literários ou científicos - disse o literato mais entretido com os pássaros e as árvores que os circundavam que com seu interlocutor.- Mas não é que eu tenha algo contra as ciências, tanto as humanas como as exatas, é só que eu não sei de que vale a vida sem o amor. Eu vejo beleza nas letras porque as amo, e o senhor também só vê beleza na Ciência porque a ama, a vida é assim, meramente movida por amor. Acrescento portanto uma ideia à ilustre frase do médico portuense e latinista. Nada somos que valha, ao menos que tenhamos o amor.
E com isso até o homem da razão abriu-se à emoção.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Passado

Serei direta, eu odeio o passado e todos deveriam odiar.
Odeio-o porque nunca acrescenta no futuro, o que passou passou e fim, não há como ser mudado. Mas há como ser lamentado, e é o que  acontece. Vemos por todos os lados pessoas que choram por terem feito a coisa errada, ou pessoas que choram por não terem feito a coisa certa.  E sabe, é lamentável chorar por causa do que já foi.
Odeio-o porque não me deixa entrar no futuro, o que passou passou e fim, não há como ser repetido. Mas há como ser lembrado, e é o que acontece. Vemos por todos os lados pessoas que ficam lembrando como eram felizes e não voltarão a ser. E sabe, é ruim ser exageradamente saudosista, o passado foi bom, mas o presente e o futuro hão de ser melhor ainda.
Mas mesmo assim eu adoro o passado, adoro relembrar aquelas tardes no parque com meu melhores amigos, apenas para ficar feliz quando estou triste. Adoro rever as minhas grandes conquistas e ver que sou capaz quando encaro uma dificuldade.
É, o que passou passou, mas ainda assim podemos refletir sobre o passado e usar nossas descobertas no futuro.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Vida?

Vida, cadê você? Onde é que você está? Onde é que você foi?
Por favor, volte. Nada me ocorre, não sinto nada, eu não posso mais viver.
Eis tudo que quero dizer, mas mesmo assim detalharei. De uns tempos para cá nada acontece em minha vida, já nem penso que posso chamá-la assim, já que não vivo mais.
E é triste, lastimável tudo isso. É triste ver que eu não pertenço mais à minha vida ou a meu universo. É triste ficar sentada, esperando tudo mudar. E é mais triste ainda ir atrás da mudança e vê-la correr de ti, virar as costas.
Em suma é isso, vim chorar, vim lamentar a falta de vida e de alegria em minha vida.
Então vê se volta, vida.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cansaço

Às vezes nos cansamos. Fiquei praticamente uma semana sem escrever porque me cansei. O cansaço é uma péssima sensação, ele pode misturar dor física e emocional.
Há o cansaço físico. Nele nós ficamos preenchidos por fadiga e queremos apenas, como o próprio nome diz, descansar.
Mas há também o cansaço emocional, e ele é o pior que há. Nele nós ficamos cansados das pessoas, das coisas que fazemos e de nossa rotina. Não é fácil se livrar dele, não é só deitar e dormir. Precisamos ou mudar a nós mesmos ou lembrar do porquê que fazemos aquilo, se é que há um motivo nobre.
De qualquer jeito, nem me importo se escrevi pouco ou mal. Estou tão cansada de tudo que me rodeia mesmo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Me tira daqui?

Quatro dias longe da civilização não são suficientes, não mesmo. Toda a calma que adquiri nesse tempo conseguem ser destruídas em horas dentro da sociedade contemporânea.
A falta de educação, a ignorância e a estupidez das pessoas surpreende. As pessoas em geral não dão nada além de nojo. Vejo por todos lados pessoas que são tolas e ainda por cima acham bonito. Pessoas que veem e seguem exemplos na sociedade atual de que não é preciso ser educado, muito menos inteligente, para se dar bem e obter sucesso por meio de atos baixos e de atividades inúteis.
Então, por favor, me tira daqui? Só você, inteligência, pode me tirar desse lugar. Só você, educação, pode fazer isso mudar. E é por isso que eu agradeço dias e noites, por ser uma pessoa que preza pela sabedoria. Uma pessoa que não se deixa corromper e busca sempre melhorar por meio de estudos e do conhecimento.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Erros

Errar é humano. Ou seja, errar é compreensível. Também acho isso, e até acho que as pessoas seguem essa ideia, o grande problema é quando nós mesmos não nos perdoamos por nossos erros.
Digo isso porque conheço muito bem essa situação. Sou uma garota que me culpa imensamente por meus erros e acho que o maior erro que alguém pode cometer é ficar se culpando. Ao ficarmos nessa incessante ideia nós não evoluímos e pensamos apenas nos erros.
Os erros devem ser compreendidos, deve ser dada uma segunda chance para as pessoas.
Os erros também podem ser bons. Eles servem de alerta para nós. Faz com que atentemos para alguma coisa na qual não estamos muito bem. Se formos do tipo que se culpa, ao errarmos nós também aprendemos mais facilmente o que erramos. Se deixarmos de lado a culpa, veremos o que erramos e acabaremos por arrumar o que fizemos de errado.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Breve conto sobre o tempo.

-Corra Sofia! Está na hora. - dizia um deles.
-Vamos, estamos com pressa. - enfatizava uma outra.
-Sofia, vai perder a hora se ficar sempre enrolando desse jeito, olhando para o nada com cara de boba. - disse o primeiro.
-Por favor, Sofia, faça as coisas mais rápido.- disse a moça já com um certo tom de impaciência - Em alguns casos a pressa é necessária.
-Pois é, nem todos terão toda essa paciência contigo. - acrescentou o rapaz.
-Tempo é dinheiro, Sofia! Apresse-se já. - disse a moça já completamente impaciente.
-Ok... - finalmente Sofia resolveu tomar uma posição perante a todas reclamações - tempo pode até ser dinheiro... mas quem disse que o que importa é o dinheiro?
Então, com apenas uma frase diante de todas as reclamações dos outros, a garota deixou-os embasbacados.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Os livros

Os livros são lindos, os livros são mágicos, os livros podem ser tudo.
É isso que mais deve ser valorizado neles, a variedade. Tem livro pra tudo, minha gente. Se quer aprender como fazer alguma coisa, tem um livro ensinando isso. Se quer viver uma história épica na Idade Média, tem um livro para contar a história que se encaixa no seu pedido. Se quer assistir uma história de amor que traz lágrimas aos olhos com suas frases doces e tragédias.
E é isso que eu tanto adoro nos livros, eles podem se adaptar a você. Dependendo do seu humor ou da fase pela qual está passando você escolhe o livro que melhor se encaixa na situação. Nos livros eu posso ser uma descobridora, uma princesa, uma revolucionária. Com os livros eu sou o que quiser, quando quiser.
Os livros também são bons por serem refúgios. Você pode estar passando por péssimos momentos em sua vida, mas ao ler o livro você se imerge em um mundo só seu, onde nada pode lhe atrapalhar.
Os livros são lindos...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A impressão

A primeira impressão é a que costuma ficar. Então pensemos nela com mais afeição. Vamos então, dissecar a ideia da primeira impressão.
Comecemos pela boa impressão. Ela é, como o próprio nome diz, boa de fato. Com uma boa impressão podemos ter poder, as pessoas nos respeitarão e seguirão os conceitos que tiveram no início sobre nós. Mas ela tem seu lado ruim, assim como tudo no mundo. E esse lado ruim é o da decepção. A pessoa pode achar que você é uma ótima pessoa, mas você pode ter sido bom apenas naquele dia. Com isso, quando ela descobrir que não tu não és tão bom quanto parecia ela acabará se decepcionando.
Continuemos pela má impressão. Ela será ruim se a pessoa for mente fechada. Essa pessoa poderá manter essa opinião para sempre e isso poderá nos prejudicar. Por outro lado, esse tipo de impressão também pode ter um lado bom. Esse lado bom é bastante semelhante ao lado ruim da boa impressão. Ele é mais ou menos assim: a pessoa acha que você é ruim, mas você não é. Com o tempo você pode mostrar a verdade e as suas qualidades. Desse modo, você acabará se superando e subirá no conceito dessa pessoa.
Acabemos por nenhuma impressão. Ela pode ser a melhor ou a pior de todas. Agora entendamos o porquê dessa pluralidade dessa impressão. Ela será boa quando você se moldar para essa pessoa, já que ela não tem nada contra nem a favor de ti. A nenhuma impressão pode ser ruim quando essa pessoa continuar sem se importar contigo.
Então caprichemos na primeira impressão, crianças.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ninguém é feliz sozinho

Ninguém é feliz sozinho. Por outro lado, ninguém é triste sozinho também. Ok, já disse tudo que queria dizer, mas agora cabe-me explicar.
Ninguém é, e nem foi, feliz sozinho. A felicidade é algo que se consegue com outros, ou de outros. Se pode ser feliz da maneira mais lógica ou mais simples, que é com um amigo, namorado etc. Nessa forma você e essas pessoas fazem bem uns aos outros e acabam por trazer a felicidade para o conjunto. Em outros casos uma só pessoa pode estar feliz por estar junto do outro, mas não é comum, principalmente se considerarmos que a felicidade é uma coisa bastante contagiosa.
Agora vamos à tristeza. Ela também pode ser adquirida com outras pessoas. Essas pessoas podem trazer más recordações e infelicidades ao seu coração e, com isso, a tristeza virá junto. Outro modo é quando essa pessoa lhe dá uma má notícia ou é rude contigo. A tristeza não é uma coisa muito partilhada, apenas as pessoas de bom coração procuram dividi-la com os outros e, dessa maneira, extingui-la.
Falarei agora sobre os sentimentos "solitários". Por mais que pense que é feliz sozinho, essa felicidade é proveniente de outra pessoa. Às vezes rimos sozinhos ou sem motivo aparente, mas na verdade estamos lembrando de alguém que nos faz feliz ou de algo que alguém nos disse. A tristeza solitária também segue essa linha, por mais que choremos em nossa solidão, estamos chorando por algo que alguém nos disse, deixou de dizer, e até em alguns casos, por causa de uma pessoa que nos deixou. Nesse último caso, por mais que ela nos tenha deixado e estejamos sozinhos, a tristeza não é solitária porque tem um outro causador.
Em suma, ninguém é feliz sozinho, ninguém é triste sozinho, ninguém é nada sozinho.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

De que valem os sistemas?

Não venho com propostas anarquistas ou revolucionárias, já deixo avisado. Não venho aqui falar que o capitalismo destrói-nos e transforma-nos em monstros. Também não farei uma rígida crítica ao Comunismo.
O problema não está nos sistemas. O problema está nas pessoas. Não importa qual seja o sistema, contanto que as pessoas saibam executá-lo.
O capitalismo é cabível. Contanto que todos (principalmente os detentores do poder) saibam fazer uso do dinheiro de uma maneira racional, sem chegar ao descontrole.
O socialismo é também possível. Mas é claro que o estado saiba administrar e que os governantes dividam os poderes, o capital e as oportunidades igualmente.
O comunismo também pode ser utilizado. Desde que seja bem usado e todos saibam colaborar e serem realmente iguais, nos direitos, na renda etc.
A parte mais importante é que os sistematizado entendam a proposta e saibam aplicá-la. O sistema mais importante, é o educacional.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sobre o meu amor

Enche-me de felicidade, traz suas palavras doces e afáveis. Espanta as minhas tristezas só de ser citado. Sua presença é a coisa mais maravilhosa do mundo.
É claro, algumas vezes entristece-me também, mas são coisas normais. Algumas coisas suas remetem-me à melancolia, mas o amor é sempre maior.
Apenas em ouvir-te já sinto-me segura. Seus versos preenchem meu coração outrora vazio. À sua batida o meu coração também bate. Quando para sinto também minha vida parando, acabando e ficando sem sentido.
É completamente plural. Um dia é a maior alegria do universo e faz com que eu esqueça de meus problemas, no outro é triste e me faz pensar na vida. E é justamente isso que tanto adoro em ti, sua pluralidade, pode me levar a todos os humores.
Outra coisa que merece destaque é sua "interatividade", eu posso mexer em ti, posso mudar-lhe, uma vez pode ser de uma maneira, na outra de uma maneira diferente.
E é por isso e por muito mais que eu te amo tanto, Música.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

À moda

Como algo pode ser tão bom? Como algo pode dar-nos tanta liberdade? Como posso amar tanto algo?
Moda, amo-te intensamente. És meu refúgio, onde sinto-me plenamente feliz, dá-me a liberdade de ser o que eu quiser, sem medo do que os outros podem pensar, dá-me a liberdade de ter quantas faces eu quiser.
Contigo eu sou feliz, triste, mágica, simples, eu convenço, conquisto, persuado, faço o que quero, e, ainda assim, continuo sendo eu mesma.
Mudas, todos mudamos, mas para mim continuas sempre a mesma, sempre se adaptando a todas situações.
E mesmo que mudes, algumas vezes terei de ir contra ti, algumas vezes não estás correta, algumas vezes não és lá tão bonita.
E é isso que a faz tão diferente, tens lados bons e ruins, não és perfeita, temos de entendê-la, temos de pegar as partes boas e usá-las, e as partes ruins e modificá-las.
Em suma, agradeço por seres a mais dinâmica e contemporânea das artes.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Quando a sociedade morreu.

A educação, os bons costumes, o respeito e todas as demais coisas boas morreram, e, consequentemente, a sociedade também.
Podem até dizer que podemos salvá-la com mudanças no sistema de ensino, na educação dada em casa, com programas de integração social ou qualquer outra bobagem. Mas estarão mentindo. E estarão fazendo isso porque a solução (se é que ela existe) não é simples assim.
O problema é bem mais profundo e grave. A educação que devemos mudar não é a das crianças, é a de nós mesmos, que já fomos "educados". No dia-a-dia não são raras cenas de desrespeito protagonizadas por adultos. Vê-se adultos batendo em crianças indefesas, pessoas crescidas empurrando umas às outras apenas para entrar num vil ônibus ou metrô. Você poderá até dizer que isso tudo é anormal, já eu direi o contrário, direi que é real e ainda por cima bastante natural, ao menos na sociedade em que vivemos.
Então eu me pergunto, haverá uma maneira de ressuscitar a sociedade?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Expandindo

Algumas vezes, é bom expandir nossos horizontes, é bom sair da nossa mesmice.
Devemos praticar um novo esporte, estudar um novo assunto, ouvir uma nova banda, tudo em prol da expansão de nossos horizontes. Devemos, principalmente, conhecer gente nova. Novas pessoas são boas para que possam mostrar-nos novos pontos de vista, para ensinarem novas coisas a nós, para nos apresentarem outro mundo.
É por isso que cada homem não é uma ilha, e sim um mundo. Cada homem traz consigo suas ideias, seus sonhos e sua experiência de vida. E quando duas pessoas juntam esses mundos, eles podem fazer de tudo, eles podem expandir um o mundo do outro, um poderá complementar as ideias do outro.
Portanto, devemos sempre expandir não apenas nossos horizontes, mas o de outros também.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Feliz dia da liberdade de expressão!

Desejo a todos um feliz dia da liberdade de expressão. Espero que nesse dia você fale o que pensa sem medo das consequências porque, afinal, somos livres, principalmente hoje. Se quiser, critique-me o quanto quiser, contanto que seja hoje. Fale tudo o que sempre quis na cara daquela pessoa, expresse os seus sentimentos o quanto quiser, reclame daquela pessoa que lhe incomoda. Porque hoje você pode, hoje nós festejamos a liberdade.
Aproveite essa liberdade para odiar ou amar, criticar ou elogiar. Use a liberdade para odiar, vá contra o sistema, questione, seja livre para expressar seus pensamentos. Use a liberdade para amar, conte a todos que ama aquela pessoa, conte àquela pessoa que a ama, sê livre e liberte também os seus sentimentos.
Ou, se preferir, não faça nada disso. Pois afinal de contas, és livre e não são palavras escritas em um blog que lhe dirão o que fazer. Em suma, apenas seja livre, da maneira que preferir.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sangrando.

Lá estava ela, calma e indiferente com o mundo. Pessoas passavam para lá e para cá, e nada parecia importar. Todos invejavam aquela tranquilidade e não conseguiam compreender aquela apatia.
Aquele pátio agitado e barulhento era frio e melancólico com ela. Nada parecia mudar aquela impressão de serenidade. Até que ele apareceu. Apareceu e trouxe consigo sentimentos revirados e sensações estranhas.
Toda a calma dela foi substituída por aflições e medos. Seu coração ficou aberto, aquela dor voltou. Ela sentia o sangramento e sabia que nada podia fazer para parar aquilo.
Assim ela ficou. Sofrendo, de coração aberto e sem ter o que fazer para acabar com aquele ferimento. Era incrível a influência que ele exercia sobre ela. Nem ela, que era tão inteligente e sã, conseguia descrever aquele esquisito e doloroso sentimento. Nesse caso, ela preferiu não estudá-lo, deixou estar. E até agora ela está assim, sangrando, sem saber o que fazer ou o que sentir perante a você.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Essai sur l'égalité des races humaines¹

Nós não somos iguais, isso é fato. Mas todos nascemos iguais. Todos nascemos com as mesmas chances de sermos algo na vida.
O problema é a influência. Uma pessoa que nasce, cresce, costuma ler e é sempre incentivado a tornar-se um escritor que uma pessoa que nasce, cresce mas nunca viu um livro na vida. Apesar de cada um ter ido para um final diferente, os dois já tiveram as mesmas chances de se tornarem escritores.
Então se uma pessoa for malvada, ela não nasceu assim, ela não nasceu diferente de ti. A diferença foi a influência. Se essa pessoa foi instigada à maldade, se disseram a ela que ser mau era a coisa certa a ser feita, ela ganhou essa tendência a ser cruel.
Por isso, tente sempre ser a melhor influência para uma pessoa, tente ajudá-la a ser o que é certo, porém sem interferir na identidade dela. Procure sempre apenas acrescentar um novo ponto de vista à situação, e não tomar somente uma perspectiva e manter-se com ela.
Em suma, não somos iguais hoje, mas éramos iguais.

¹Ensaio sobre a igualdade das raças humanas.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A recíproca

Você fez tudo certo, arrumou tudo, deixou a velhinha sentar em seu lugar, foi gentil com aquela guria. E então tudo lhe aconteceu errado, sua vida tornou-se uma bagunça, tomaram o lugar que era seu por direito e aquela outra guria foi ríspida contigo.
Pois é, nem tudo é perfeito, nem tudo dá certo no final, nem sempre a recíproca é verdadeira. Simplesmente não importa, você pode se esforçar, trabalhar ao máximo, mas algumas vezes as coisas darão errado.
A recíproca às vezes é falsa, a vida às vezes é falsa, uma vez ou outra nos enganamos. Podemos crer na mudança, podemos trabalhar por ela, mas ela pode não acontecer. Você pode ser uma boa pessoa, mas o destino pode não ser bom contigo.
Você pode amá-la intensamente, você pode fazer de tudo por ela, você morreria por ela. E ela sequer sentiria sua falta se você o fizesse.
Às vezes, a recíproca simplesmente é falsa.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sobre o amor

Sim, não tenho sobre o que falar. Escreverei sobre o amor então. Escreverei clichês sobre o clichê.
Ok, então vamos ao assunto. O amor é uma coisa muito complicada, crianças. Newton não achou uma fórmula que calculasse o porquê dele acontecer. Platão tentou explicar, mas ficou apenas nas ideias. Então, por isso, eu não focarei-me em explicar o que é ou como ele se manifesta. Eu apenas relatarei o que eu sinto quando ele aparece e o que eu sinto por ele.
Então venhamos aos meus sentimentos. O que eu sinto quando ele vem é simples. Ansiedade, seguida de alegria e em algumas vezes de decepção
Agora falarei sobre o que sinto por ele. Sinto aversão, para não dizer algo pior. Se me fosse possível escolher, eu não amaria. Ele infelizmente tem um costume de trazer desgosto e falsas esperanças consigo e disso eu não gosto. As alegrias não compensam as tristezas. Os sorrisos não secam as lágrimas. Se eu pudesse, eu abdicaria a toda e qualquer forma de amor. O amor nos transforma em tolos, o amor faz com que fiquemos irracionais. Algumas vezes eu queria deixar algumas pessoas de lado, elas não me são úteis, elas não acrescentam nada à minha vida. Mas então eu vejo aquele sorriso bobo e aquela piada sem graça que despertam dentro de mim esse sentimento ao mesmo tempo sublime e perverso e então esqueço de tudo.
O amor só faz bem a quem é amado, eis tudo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Obrigada por existir

Tudo que eu posso fazer é agradecer. Agradecer por tê-lo aqui, agradecer por fazer-me tão bem, agradecê-lo por existir.
Obrigada e parabéns, Lucas. Sem ti eu não seria quase nada do hoje sou. Sou tanto de ti. És tanto de mim. Somos praticamente um só. Entendemo-nos tão bem e ao mesmo tempo divergimos tanto. Discutimos demais, mas apenas para chegarmos à verdade e evoluirmos cada vez mais. Somos tão parecidos que às vezes eu vejo-lhe em meu lugar e vejo-me em seu lugar. Faço coisas típicas de ti, fazes coisas típicas de mim. Amo-te tanto quanto amaria a mim mesmo, e sei que sentes o mesmo sentimento fraternal por mim. Se eu vivesse tua vida poucos veriam a diferença. Se tu vivesses a minha, também. Às vezes leio minhas palavras em teus sonetos. Em outras escrevo as tuas em meus ensaios.
Então, obrigada por existir. Sem ti eu não existiria, Luquê.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A palhaçada

Todos sabem, estamos em época de eleições. Todos reclamam. Todos criticam. Todos têm opinião.
Vendo todos essas pessoas dizendo todas essas coisas reparo especialmente em algumas falas. Dentre todas as minhas favoritas são as que falam que os políticos são palhaços e relacionam política com uma piada.
Honestamente, a grande piada nisso tudo é o desinteresse dessas pessoas por política e os grandes palhaços são eles que votam sem saber o que o seu candidato fará ao certo ou que ao votar em um podem acabar ajudando a eleger outro.
Os grandes palhaços são esses que riem da propaganda política mas sequer sabem em quem votarão. A grande piada é nossa cegueira perante a política. Nós deveríamos ter grande interesse no futuro do nosso país e, consequentemente, na nossa política. Deveríamos sair e protestar por nossos direitos quando estes fossem tirados de nós, deveríamos fiscalizar e cobrar dos governantes quando eles não fizessem o prometido.
Mas não, nós ficamos em nosso sofá nos deleitando com escândalos políticos. Ficamos rindo do horário político. Ficamos rindo de nós mesmos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Uma carta

Curitiba, 9 de setembro de 2010

Querido,

estou morrendo de saudade, não consigo mais viver sem ti. Me diz, por que teve de ir embora? Ah, a sua ausência está matando-me. Por favor, eu preciso de ti esta noite, preciso de ti todas as outras também, preciso de ti pelo resto da minha vida. Enquanto não voltas eu me afogo sobre meu travesseiro em lágrimas.
Peço do fundo da minha alma. Você não poderia voltar? Faz tanto tempo que não te sinto. A vida sem ti parece vazia.
A saudade está me destruindo. Por favor volte, Amor.
Eu quero voltar a amar, estou com saudade do calor no peito, de sorrir mesmo sem querer, de sentir meu coração bater mais rápido repentinamente. Então eu suplico, por favora traga-me alguém, traga-me um sentimento. Volte ao meu coração, Amor. Faça com que eu ame novamente. Por favor.

                                                                        Uma garota que já amou

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A roda de oleiro

Sabe, a Terra girou, gira e continuará girando. Junto dela, nós giramos e giraremos. Junto de nós, nossas vidas hão de girar. E giraremos como rodas de oleiros.
Quanto a nós, nos cabe apenas moldar a peça de cerâmica que roda em nós. Essa peça que chamamos de vida. Ela é uma peça de cerâmica em uma roda de oleiro porque se você não interferir nela ela continuará girando e a peça sairá da maneira que entrou. Por isso devemos sempre moldá-la a nosso favor, devemos trabalhar nessa peça em primeiro lugar para que depois de termos a nossa concluída e bonita nós possamos opinar nas peças dos outros e ajudá-los com suas obras.
Além disso, sabes quando se cansa de tudo, da cerâmica, da vida, de tudo mesmo e não sabe o que fazer? A única coisa que precisa é se distanciar um pouco da peça e olhá-la de um outro ângulo. Viaje, suma da sua vida por um tempo, mas não se esqueça dela, reflita sobre o que você deve fazer com seus problemas, ao menos foi o que eu fiz. Depois dessa distanciada da nossa própria realidade nós devemos voltar a trabalhar ainda mais intensamente na nossa peça, agora, com outra perspectiva e novas ideias poderemos mudar tudo e fazer a mais bela peça de cerâmica da história.
Então nunca deixemos nossa peça de lado. Mesmo quando nós nos distanciamos dela nós devemos estar sempre pensando nela.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Infância

Eu queria ser uma criança um momento. Não porque as coisas eram mais fáceis, como todos dizem. Tampouco porque naquela época "eu era feliz e nem sabia". Mas apenas porque naquela época eu podia chorar sem ser repreendida. Todos se preocupariam comigo. Eles diriam "o que foi Sofia?". Todos tentariam achar uma solução para meu problema. Alguém cuidaria de mim.
Hoje, se eu chorar, me chamarão de imatura, alguns rirão de mim, outros fingirão que não viram e deixarão que eu mesma encontre a solução. Apenas uma ou duas pessoas se preocuparão.
Eu só queria voltar a ser uma criança. Eu só queria poder chorar.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mudar

E cansei-me de tudo, dela, dele, de você, de mim. Cansei das roupas que vestia, das músicas que ouvia. E mudei e continuarei mudando.
Sabe, navegar não é preciso, mas mudar sim. Não que não sejamos bons o suficiente agora, é só que ninguém aguenta ser a mesma coisa por toda a vida.
Então mude seu estilo, seu livro preferido, suas músicas, apenas mude. Mas mude porque quer, e não porque lhe induziram a isso. Sabe, mude por que sente que é preciso, não por que alguém pediu.
Mude, não necessariamente para melhor, muito menos para pior. Apenas inove, mostre ao mundo coisas que nunca foram mostradas, faça coisas que nunca foram feitas.
Continue mudando, até encontrar o seu "eu" ideal, e quando encontrá-lo, canse-se dele também e mude mais uma vez, pois não existe um "eu" ideal, iremos sempre mudar de opinião e, com isso, nossa visão de perfeição mudará.
Mude até o momento em que você se torne a pessoa dos sonhos do seu amor. Mas, de tanto que mudou, ela nem é mais seu amor, ela nem mais faz seu tipo.
Sabe, eu mudei tanto enquanto escrevia isso que já devo até discordar de metade das coisas que escrevi.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Um final.

Ele fez tudo certo, sorriu, estudou, trabalhou e, por fim, morreu.
Aquele outro fez tudo errado, chorou, estudou só quando quis, trabalhou só onde queria e, por fim morreu.
Se você for inteligente, pare por aqui pois já deve ter entendido qual é a ideia. Agora eu explicarei aos que não entenderam e aos que foram mais sábios que os inteligentes para querer saber sempre mais. Eu vejo que não importa o que façamos, morreremos no fim. Não importa se fez bem ou mal a todos, você morrerá de uma maneira ou outra.
E é por isso que digo, aproveite, seja você mesmo. Se te criticam por algo que escreveu, não se importe, pois se você retirar aquilo, morrerá ao final da vida, por outro lado, se não retirar, também morrerá. O final é sempre igual, para pecadores e santos, garotas e garotos, canhotos e destros etc. Então, nunca pense que algo poderá mudar o final, pois nada nos salvará do sono profundo. O que você até pode fazer é influenciar o seu caminho até o fim, sim, você pode viver uma vida feliz ou triste, mas a única coisa que quero mostrar é que o final não pode ser evitado.
Feliz ou triste, sempre teremos um final igual.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Não amai! Rapazes.

Hoje, enquanto andava pelas ruas, vi tantas coisas, vi tanto sofrimento.
Se já não bastassem as milhas que tive de andar, eu ainda vi lágrimas e semblantes de decepção. Eu olhava para um lado e via pessoas maltratando umas às outras, pessoas pisando nos outros apenas pensando em seu próprio bem.
Eis que chego à pior parte desta minha andança, eu olhava para o chão e via corações por toda parte. Então, ao olhar para cima, via dezenas de pessoas desacorçoadas¹ sem nenhuma alegria, via apenas sofrimento.
É por isso que eu digo-lhes: Não amai! Rapazes. Não, nunca entreguem vossos corações a meras garotas, não fazem ideia do que elas podem fazer com eles. Elas se mostrarão interessadas, elas lhes iludirão, elas farão com que pensem quesão vossas, mas elas não são nem nunca serão. Elas prometerão amor eterno, logo verão que o amor só é eterno enquanto dura. Elas pegarão esses corações ingênuos e os quebrarão em milhares de pedaços. Elas mentirão para que possam se aproveitar de vocês.
E isso, rapazes, é apenas uma mísera parcela do que elas podem fazer.
É por isso que eu digo-lhes para aproveitar a vida, mas nunca, nunca mesmo, entreguem suas vidas às mãos de outra pessoa, a vida é sua, usufrua dela sozinho.
E isso, rapazes, é o mínimo que vocês podem fazer.

¹Desacorçoado: Que não possui coração

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Faça um pedido!

Então ela soprou as velinhas e todos gritaram "Faça um pedido!". Ela então pediu um garoto que a entendesse, que fosse sincero, inteligente, simpático, doce, gostasse de literatura, gostasse dela,  fosse alto, atlético, que a carregasse nos braços, que soubesse o que ela estava pensando antes dela pensar, que fosse romântico, gentil, cortês, gracioso, calmo, amável, carinhoso, correto, bondoso, feliz, infantil, seguro, fiel, que a colocasse em primeiro lugar, que lhe mandasse cartas de amor, que não tivesse medo de parecer bobo, que dissesse a ela "eu te amo", que sorrisse só de olhar para ela,  que dissesse que ela está linda, que segurasse a sua mão quando ela estivesse triste, que a abraçasse bem apertadinho, que a chamasse de querida e não de gata, que cuidasse dela, que fosse diferente dos outros, que a fizesse sentir-se completa, que fosse divertido, honesto, sensível, que andasse de mãos dadas com ela, não importa onde, que contasse piadas sem graça com ela, que jogasse joguinhos bobos, que ouvisse música com ela, ah, e que fosse bonito.
Mas então ela se deu conta que não existe ninguém assim e se decidiu. "Eu não quero nada nem ninguém, só quero ser eu mesma."

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Vida de provas

Eu vejo todos se preocupando com semana de provas e tudo que vem junto dela e fico admirada. A maioria das pessoas só se preocupam com algo quando há algum valor envolvido. Se essas provas não valessem pontos na nota deles eles não estariam nem aí.Constantemente ao receberem um trabalho ou tarefa de um professor, eles perguntam imediatamente "Quanto que vale?". Eles não deveriam se importar com isso, eles deveriam ter como foco o aprendizado e o enriquecimento da mente (que certinha, não é Sofia?).
Outra coisa que chama atenção é que alguns só se preocupam por serem provas. Mas na verdade é um pedaço de papel como qualquer outro, o que os "diferencia" é o que está escrito. É incrível como aquelas palavras podem fazer uma imensa diferença.
As provas também se destacam por outro motivo (como as provas são interessantes e proveitosas, não é?). Algumas pessoas vão mal em provas, mas se você perguntar disfarçadamente, elas acertam. É incrível a pressão que a palavra "prova" exerce em algumas pessoas. Elas estão sendo questionadas o tempo todo, não só na semana de provas e sim na vida de provas.
Espero ter sido certinha ou moralista o suficiente.

sábado, 21 de agosto de 2010

Passado

Jamais pensei que diria isto, mas estou melhor sem vocês.
Eu sei, vocês tiveram grande influência na minha vida. Eu sei que sempre serão parte de mim. Mas agora, o que me resta é olhar para frente e seguir nessa direção.
Seguindo minhas ideias de que sempre evoluímos, eu estou melhor agora, eu me orgulho mais do que sou hoje do que naqueles dias.
Sim, eu sinto falta de vocês, mas lamentar não adiantaria de nada, e, por isso, eu prefiro a Sofia de hoje à de ontem.
Tudo o que sei, é que o futuro é e sempre será melhor que o passado. Pois ele, diferente do passado, pode ser mudado, inclusive para melhor. Não importa se o passado foi bom ou ruim, ele foi o que foi e não mudará. Já o futuro, por mais que seja previsivelmente ruim, ainda não foi, ele pode ser mudado, ele pode ser bom.
Eu tenho sonhos, do que farei, do que serei. Às vezes eu também sonho com o que poderia ter sido, mas esses são apenas sonhos. Já aqueles outros, são sonhos que poderão ser concretizados.
Não é que eu não amei vocês, é só que eu ainda quero amar muito mais.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O garoto, a menina, e o detalhe.

Essa é uma história de um garoto e uma menina. Algumas coisas aqui são reais... ao menos na minha cabeça. Só queria também deixar bem claro que nenhum coração foi ferido na transcrição dos fatos.

Ele era um garoto correto, cortês, calmo e todas as outras qualidades, começadas com "C" ou não. Só havia uma coisa que lhe atormentava à noite: ele não era amado.
E então ele seguiu com sua vida. Sorrindo, vivendo um dia após o outro, sorrindo, ajudando os outros, sorrindo, sempre prestativo. Mas por mais que ele sorrisse, ele era vazio por dentro. Suas alegrias eram momentâneas, seus amores passageiros.
Mas um dia tudo isso mudou (ou parecia que mudaria). Ele encontrou uma menina, ela era graciosa, gentil, gauche, e todas as outras qualidades, começadas com "G" ou não. Tinha cabelos negros como o ébano e pele alva como o marfim.
Eles se deram muito bem, ele sabia tudo sobre ela, e ela sobre ele. Ela o amava secretamente, ele cultuava o mesmo em relação a ela.
Mas foi num dia qualquer, frio como qualquer outro de inverno, que ela se curvou na direção dele. Nossa menina estava se entregando a ele. Mas ele, tolo como todo garoto, hesitou, ele não sabia o que fazer naquela situação, seus pensamentos tornaram-se confusos, ele temia perdê-la e perder a amizade. E nada fez.
Agora, tempos depois, ele está ali e ela acolá. Ele errou ao hesitar, aquele detalhe acabou com tudo que eles poderiam ter sido.
Eu só peço para você, garoto, não errar da próxima vez.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

À criatividade ou canalização de sonhos.

A criatividade não existe, espero que saibam disso. Então não reclames caso esteja com "bloqueio de criatividade", porque isso não existe.
Uma simples frase pode resumir tudo isso: "Nada se cria, tudo se copia.". Eu sei, é tão clichê que dói, mas é a pura verdade. Tudo que nós "criamos" são apenas cópias de tudo que temos guardado em nossas mentes (ou corações, se fores um daqueles sentimentalistas). Ou seja, não criamos nada, apenas mostramos o que temos dentro de nós.
As músicas não são criações dos compositores, tampouco uma pintura é criada pelo artista, o mesmo vale para o poeta, ele nunca criou nenhuma daquelas rimas, apenas as tirou de dentro de si. Todas essas obras são parte deles, então o que vês, ouves, ou admiras é o que ele é, são as ideias dele. A partir disso, pode-se dizer apenas uma coisa: "Diga-me o que 'crias' que te direi quem és.".
E para ser sincera, só escrevi tanto sobre criatividade porque, como estava sem nenhuma, comecei a divagar e cheguei a essa conclusão de que nada disso do que está neste blog foi por mim criado. São apenas pedaços do que sou.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ensaio sobre o tempo

Todos sabem, a velocidade que o tempo passa é relativa (é mesmo Sofia?). Todos sabemos que na alegria passa rápido, no sofrimento devagar e todo aquele blábláblá.
Mas uma coisa que alguns não conseguem entender, é que o tempo passa. Não importa a velocidade, não importa a sua situação, ele passará.
Então, se estiver sofrendo, aguente só mais um pouco, porque o tempo passa, e com ele vai embora o sofrimento. Por outro lado, se estiver nas nuvens agora, aproveite, pois o tempo há de passar, e uma hora a alegria vai junto dele.
Se aguarda por algo, espere. O tempo passará e a trará com ele, uma hora ou outra.
Aquele dia perfeito, um dia chega. O garoto da tua vida, um dia te encontra. Aqueles que te fazem mal, um dia sumirão.
Eu, por exemplo, estava com essa ideia na cabeça há um bom tempo, mas esperei que ela maturasse para escrever.
Só quero que vocês esperem, mas sem nunca perder a esperança.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A menina e a realidade.

Lá estava ela, com pessoas que nunca pensou que estaria, rindo de piadas que nunca pensou que riria, em ruas que nunca havia estado antes. Tudo aquilo era novo para ela, novo, mas não ruim. Ela não entendia nada daquilo, mas gostava.
-Está gostando? - disse uma voz doce, mas irreconhecível.
-Tudo isso me é estranho, mas ao mesmo tempo afável. - respondeu nossa "heroína".
O dia passava voando, ela amava. Aquelas ruas escurecidas pareciam o seu lar. Ela se sentia tão bem em meio àqueles que antes eram "estranhos". O seu mundo mudou, e para melhor. Os sorrisos dissimulados haviam sido deixados para trás. Naquele novo mundo todos a completavam, nada de lágrimas, nada de tristezas.
Então, ela acordou. Ela está aqui agora, ela está sofrendo agora. As pessoas são maldosas, todos riem dela. As ruas são repetitivas, e tudo isso, velho. Ela não se vê mais aqui.
O dia se arrasta, ela sofre. Estas ruas lhe assustam. Ela está deslocada. O seu mundo hoje se enche com sofrimento. Tudo que resta são falsas esperanças. Neste velho mundo ela se sente vazia. Ela se sente real.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

São as expectativas.

Se você teve um dia péssimo, a culpa não é da sexta-feira treze. Da mesma maneira, se seu dia foi bom, nem sempre é graças àquele guri que viu ou qualquer outra coisa.
O verdadeiro culpado pelo dia bom ou ruim são as expectativas. Se espera ter o melhor dia da sua vida, isso dificilmente ocorrerá. Por outro lado, por mais que você ache que tudo dará errado, nem sempre dá. O que eu realmente acredito é que a esperança não é apenas a última que morre, mas também aquela que nos mata. Otimismo demais pode acabar por derrubar-nos e pessimismo demais pode até levantar-nos. Por mais que pareça contraditório, tem ao menos um pingo de lógica.
Só posso então dizer para esperarmos sempre do ruim e do pior, para não acontecer nenhuma decepção. É assim que fiz esse blog, espero que seja o pior da internet, considerando que existam coisas ridículas por aí, será difícil ser o pior dentre todos. Dessa forma, eu acabarei me saindo melhor do que esperava. Espero ter sido confusa.
Ao menos é o que eu acho, ao menos é o que me ocorre.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O início

Eu não vou escrever para você. Se era isso que procurava, pode parar aqui.
.
Aos que continuaram, obrigada em primeiro lugar. Mas só quero avisar que escreverei para mim mesma, compartilharei minhas ideias e minha visão de mundo, quem quiser ouví-las (ou lê-las) e discutí-las, será muito bem vindo. Divagarei algumas vezes sobre coisas que guardo bem no fundo de minha gaveta, n'outras manterei-me terrena. Para ser sincera, não sei o que escrever para começar, só espero que seja lá quem esteja lendo goste.

E obrigada mais uma vez.