Lá estava ela, calma e indiferente com o mundo. Pessoas passavam para lá e para cá, e nada parecia importar. Todos invejavam aquela tranquilidade e não conseguiam compreender aquela apatia.
Aquele pátio agitado e barulhento era frio e melancólico com ela. Nada parecia mudar aquela impressão de serenidade. Até que ele apareceu. Apareceu e trouxe consigo sentimentos revirados e sensações estranhas.
Toda a calma dela foi substituída por aflições e medos. Seu coração ficou aberto, aquela dor voltou. Ela sentia o sangramento e sabia que nada podia fazer para parar aquilo.
Assim ela ficou. Sofrendo, de coração aberto e sem ter o que fazer para acabar com aquele ferimento. Era incrível a influência que ele exercia sobre ela. Nem ela, que era tão inteligente e sã, conseguia descrever aquele esquisito e doloroso sentimento. Nesse caso, ela preferiu não estudá-lo, deixou estar. E até agora ela está assim, sangrando, sem saber o que fazer ou o que sentir perante a você.
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