sexta-feira, 25 de março de 2011

Escrevendo.

Como eu adoro escrever. Escrever e ignorar o mundo ao meu redor. Escrever um conto-de-fadas tão perfeito que me faça esquecer de todos finais infelizes que tive. Escrever um romance realista, que por mais que tenha um mundo miserável, acaba mudando, e alguns tem um final feliz, dentro das possibilidades, é claro. Amo escrever e fingir que meu mundo não existe. Olhar para o papel e fingir que fora dele não há apenas sofrimento.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Especial.

Ele não é especial. Não, nem um pouco. As pessoas não olham para ele de uma maneira diferente. Não, ninguém tem orgulho dele, ninguém o vê como um exemplo.
Ele é só mais um. Um garoto qualquer, aliás, qualquer garoto poderia ficar no lugar dele, ninguém notaria a diferença. Não, ele não é especial. Não é mais inteligente que os outros, nem mais bonito ou mais engraçado. Fica apenas na média.
Ele não é especial. Se hoje morresse, até seria notado, mas apenas por dois ou três dias. Depois só lembrariam dele em seus aniversários, de nascimento e de morte, e só.
Ele não é especial.

terça-feira, 22 de março de 2011

Desperdício.

Disseram-me que a juventude está perdida. Comecei então a divagar se o que ela está a fazer é incorreto. Cheguei à conclusão de que ela está meramente tentando ser feliz, encontrar-se, divertir-se nessa procura.
Pois bem, se isso é a perdição, não sei o que é a salvação. Não que a juventude seja detentora da verdade suprema, não, nada disso. Mas apenas não sei como pode-se dizer que um outro está perdido, se você não é ou faz parte desse outro, você não pode afirmar que ele está perdido, e mais do que isso, ninguém pode afirmar que algo é desperdício de tempo, dinheiro ou qualquer outra coisa.
Isso mesmo, nada está perdido, nada é uma perda de tempo e desperdícios não existem. Ao mesmo tempo que aquele engenheiro acha que o que aquele jovem aspirante a músico está fazendo é um desperdício de tempo, energia e, por vezes, dinheiro, o jovem pode achar a mesma coisa do que o engenheiro está fazendo. E, adivinhem só, ambos estarão errados. Isso porque o jovem, segundo ele mesmo, não está desperdiçando seu tempo, e nem o engenheiro está desperdiçando seu tempo, na sua própria opinião.
Desse modo, se a pessoa sente-se bem fazendo aquilo, se ela o faz com alegria e é responsável por tudo que pode vir a fazer, ela não está perdendo tempo. Desperdícios não existem, exceto o de água. Eis tudo.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Preferências.

Outrora eu estava a ouvir a conversa de outras pessoas por aí. Muitos diálogos eram interessantes, e outros até comprometedores. Mas em meio a tantas palavras, algumas se destacaram e me inspiraram para que eu fizesse essa postagem.
"Por que pintou o cabelo, amiga?" "Ah, é que eles preferem as loiras." Foram essas as tais falas, foi isso que inflamou-me. Ao ouvir isso, comecei a divagar e questionar as preferências, principalmente no âmbito dos relacionamentos. Uma das minhas primeiras conclusões foi a seguinte: "Ótímo, eles preferem as loiras, mas com quantos homens você casará?". A partir disso, comecei a formular umas ideias. Dentre elas, destaca-se a que segue: "Ele deve preferir você, apenas isso." Simples, porém palpável, você não precisa se moldar de acordo com as preferências da maioria, você precisa ser apenas a preferência do seu preferido.
Mas, justo quando essa ideia começava a fortalecer-se, pensei de outro modo. A próxima ideia foi desbravadora. "Preferências existem apenas para a mente." E essa é bem verdade, já vi casos de homens que preferiam morenas que se apaixonaram perdidamente por uma loira, e vice-versa.
Portanto, estão aí várias ideias sobre o assunto, escolha a que preferir.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Apresentações

 Prazer, eu sou Sofia. Sou uma garota que tenta ser estudiosa, e que sempre é pensativa e questionadora. Não, não sigo tendências juvenis da atualidade, mas não as desprezo, prefiro ignorar. Não sou "descolada", não, nem um pouquinho. Gosto de poesia, e também de biologia, não que as duas tenham algo em comum, apenas gosto e resolvi colocá-las lado a lado porque gosto disso também, de fazer coisas sem muita explicação. Gosto de escrever, não sonho em ser uma escritora, mas não negaria tal profissão. Sou destra e amo massas, talvez por minha ascendência italiana. Gosto de música, de música boa, é claro. Odeio falta de educação, também desgosto de ignorância proposital, e muito menos gosto do cheiro de gasolina. Sou de Touro, entenda isso como quiser. Falo português, inglês e espanhol, adoraria saber falar também francês. Ah, e você nem precisa se apresentar, eu sei bem quem é. Você é apenas tudo que sempre sonhei.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O tempo e as mudanças.

O tempo fascina-me, o tempo fascina-me demais. Fascina-me por muitos motivos, alguns eu já citei antes e já dissertei sobre, outros ainda serão por mim lembrados e também serão dissecados. Em cima disso, hoje disserto sobre as mudanças que o tempo pode ou não sofrer.
Tudo muda, tudo mudou, tudo mudará, tudo está mudado, tudo mudaria, tudo mudara, tudo está mudando.
Mas o tempo teima em não mudar, o tempo é sempre o mesmo, seja na era vitoriana ou hoje à tarde. Na era vitoriana um segundo era um intervalo de tempo. Hoje à tarde um segundo é um intervalo de tempo igual ao da era vitoriana. O tempo não mudou, ao menos cronológicamente.
Mas o tempo há de mudar, o tempo nem sempre será o mesmo, na era vitoriana era de um jeito, hoje à tarde será diferente. Durante a era vitoriana vestidos extravagantes eram comuns, assim como os corsets, mas eu duvido que hoje à tarde alguém encontre uma pessoa vestindo um vestido volumoso ou um corset. O tempo mudou, ao menos culturalmente.
O tempo é diferente e ao mesmo tempo não é. Quando Camões escreveu Os Lusíadas, ele escreveu sobre um tempo de Portugal, um tempo de conquistas e vitórias. Já quando Fernando Pessoa escreveu Mensagem, ele escreveu sobre um tempo diferente, sobre a espera pelo Quinto Império. Mas ao mesmo tempo que os tempos culturais são diferentes o tempo cronológico era o mesmo. Se Pessoa levou dez minutos para escrever uma estrofe e Camões também levou dez minutos para escrever uma estrofe, esse tempo cronológico possui a mesma medida, sendo portanto, igual.
O tempo é igual e ao mesmo tempo não é.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Dinheiro é tempo.

Dinheiro é tempo, simples assim. Embora a sentença anterior seja um pouco óbvia devido ao jogo de palavras com o velho ditado "Tempo é dinheiro", argumentarei.
Pois bem, dinheiro é tempo porque quando tem-se dinheiro, sobra-nos tempo para fazer as demais coisas. Exemplificarei isso com uma situação completamente imaginária e ideal: eu sou uma bilionária   ótimo, alguns bilhões no banco não fazem mal a ninguém  e, sendo eu uma bilionária, não preciso trabalhar. Não tendo de trabalhar, resta-me um montante de tempo para ser usado como eu bem entender, posso dedicar-me às artes, ciências e ao mundo que quiser. Simples assim.
Desse modo, dinheiro é tempo, tempo é dinheiro e dinheiro gera mais dinheiro. Se você tiver muito dinheiro  e consequentemente muito tempo livre  você poderá produzir ainda mais dinheiro.
Ou seja, com base nessas minhas infantis e infundadas teorias, fique rico para gerar ainda mais riqueza e ser rico e feliz eternamente, ou algo  do gênero.